Miguel Pinto Luz acaba de reagir à revogação da autorização de tráfego aéreo a cinco companhias aéreas, inclusive a TAP.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, acaba de reagir à revogação das licenças de operação de várias companhias aéreas internacionais por parte da Venezuela, incluindo a empresa portuguesa TAP.
“O Governo de Portugal não cede a ameaças, ultimatos ou pressões de qualquer natureza. A nossa atuação é guiada exclusivamente pelo superior interesse nacional e pela defesa intransigente da segurança dos portugueses — em qualquer parte do mundo”, começa por escrever o governante na rede social X.
Realça Pinto Luz, em resposta também à Ryanair, que vai deixar de voar para os Açores em março de 2026, que “em matéria de aviação civil, como em todas as áreas estratégicas, Portugal respeita as regras internacionais, as melhores práticas de segurança e a coordenação com as autoridades aeronáuticas competentes” e é isso, segundo o ministro “que garante a proteção dos passageiros, das tripulações e das nossas companhias aéreas”.
Lembra ainda o social-democrata Pinto Luz que “Portugal é um país livre, soberano e responsável”, por isso, o Governo irá agir “sempre com serenidade, firmeza e sentido de Estado — protegendo os nossos cidadãos, defendendo as nossas instituições e afirmando, sem hesitações, a dignidade do país”.
Venezuela revoga autorização de tráfego aéreo à TAP (e outras companhias)

O governo da Venezuela revogou autorizações de tráfego aéreo a cinco companhias aéreas, entre as quais a TAP e a espanhola Iberia, por considerarem que estas “juntaram-se às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos Estados Unidos”.Natacha Nunes Costa | 07:44 – 27/11/2025
Sobre a questão da Ryanair, que anunciou o fim da operação para o arquipélago dos Açores, a partir de março de 2026, devido às “elevadas taxas aeroportuárias” e à inação do Governo português”, Miguel Pinto Luz já tinha reagido anteriormente.
“A Ryanair já nos habituou, ao longo dos anos, a atitudes e afirmações fora das regras normais de funcionamento entre instituições. Do lado do Governo português não vai ter a mesma resposta”, afirmou o governante, no passado dia 21 de novembro.
O ministro classificou algumas das afirmações da Ryanair “como desonestas”, porque comparam períodos que “não é possível comparar”.
Segundo o ministro, as taxas de navegação aérea têm vindo a descer desde 2023, colocando Portugal entre os países mais competitivos da Europa.
“É só avaliar a evolução das taxas nos últimos anos e algumas das afirmações até são desonestas desse ponto de vista, porque comparam anos que não é possível comparar”, sublinhou.
Miguel Pinto Luz recordou ainda que “tanto o Governo Regional dos Açores como o Turismo de Portugal têm apoiado a Ryanair para voar para Portugal e, neste caso, para o destino Açores”, ao longo dos últimos anos.

“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que a Região Autónoma dos Açores não saia prejudicada. Mas não aceitamos ultimatos, nem ameaças, nem falsas alegações. Somos pela verdade”, concluiu na altura sobre o tema que hoje voltou a referir.

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by: João Conceição
