Pelo menos cinco pessoas morreram hoje em ataques russos que destruíram também infraestruturas civis, disseram as autoridades ucranianas, denunciando uma nova onda de ataques aéreos.
Na região de Cherkasy, no centro da Ucrânia, quatro pessoas foram mortas em ataques diurnos com drones, disse o governador da administração militar regional nas redes sociais.
O ataque ocorreu no distrito de Zolotonocha “num terreno descoberto durante o alerta aéreo”, referiu Ihor Taburets.
“O ataque do inimigo continua”, acrescentou.

A Rússia lançou durante a noite 339 drones contra a Ucrânia, dos quais 298 foram intercetados, indicou a Força Aérea ucraniana.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que “os ataques [russos] visam exclusivamente instalações civis”, considerando que o último ataque noturno “é, na realidade, a resposta da Rússia aos esforços diplomáticos” de Kiev.
A Ucrânia tinha proposto na terça-feira uma trégua à Rússia durante o período da Páscoa.
Zelensky afirmou, numa outra mensagem na rede social Telegram, que a Rússia está a intensificar os ataques na linha da frente.
“É importante referir que a Rússia não conseguiu atingir os objetivos estabelecidos nas zonas fronteiriças das regiões de Sumy, Kharkiv e Donetsk e, mais uma vez, está a adiar os prazos”, acrescentou.
Em Kherson (leste), uma mulher foi morta e duas ficaram feridas num ataque de drones russos, indicou a administração militar regional ucraniana.
Os ataques também provocaram um incêndio num centro postal e num armazém de alimentos em Lutsk, no oeste do país, devastando os edifícios.
A Rússia lançou, entretanto, um novo ataque diurno, envolvendo dezenas de drones contra as regiões centrais e ocidentais, de acordo com as autoridades ucranianas.
Na região de Poltava (centro), quatro pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas.
Já nas regiões ocidentais de Ivano-Frankivsk e Transcarpácia, infraestruturas essenciais foram atingidas e 11.000 pessoas ficaram sem eletricidade.
A Rússia, por sua vez, voltou a declarar a conquista de Lugansk, que juntamente com a vizinha Donetsk forma a região ucraniana do Donbass, de acordo com o Ministério da Defesa russo.
“Unidades do grupo militar Zapad (oeste) concluíram a libertação da República Popular de Lugansk”, lê-se na mesma nota.
Os responsáveis das forças armadas russas têm reiteradamente afirmado o domínio de toda a zona de Lugansk, que Moscovo tinha anexado em setembro de 2022, depois do início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro do mesmo ano.
O Kremlin (presidência russa) pediu também a Zelensky para ordenar a retirada imediata das tropas do Donbass, onde o exército ucraniano ainda controla um quinto da região de Donetsk.
Os encontros realizados nos últimos meses entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia não produziram resultados tangíveis, enquanto a atenção de Washington está agora centrada na guerra no Médio Oriente desencadeada pelos ataques israelitas e norte-americanos ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.
RCP News
by Priscila Thomas

