Nigel Reo-Cocker, antigo internacional inglês, diz que o Sporting “estava a trincar pão sem dentes”, contra o Arsenal, na Liga dos Campeões, contra o Sporting, ao contrário de Troy Deeney (que viu uma equipa a jogar “muito bem”) e Jamie Carragher (que fala de “uma equipa decente”).
Nigel Reo-Cocker, antigo internacional inglês que se destacou ao serviço de clubes como West Ham ou Aston Villa, apontou, desta quarta-feira, o dedo ao Sporting, pela maneira como se apresentou no Etihad Stadium, para medir forças com o Arsenal, depois de ter saído derrotado do jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, no Estádio José Alvalade, por 0-1.
“O jogo com o Atlético de Madrid vai ser muito difícil para o Arsenal. Não vai ser fácil, vai ser uma mentalidade diferente. Se olharmos para o Sporting, no jogo de hoje… Aos 85 minutos ou assim, o Sporting tinha a posse, estava a fazer circular a bola… O Sporting não teve dentes. Estava a trincar pão sem dentes”, começou por afirmar, no programa ‘Golazo‘, emitido pela estação televisiva norte-americana CBS Sports.
“Isso foi o Sporting, hoje. Estavam a passar a bola, e eu a pensar ‘Será isto uma equipa que não está, na verdade, a aperceber-se de que está a perder por 0-1, nesta eliminatória, e não está a ser agressiva, para marcar um golo?’. Estavam a passar a bola como se a eliminatória estivesse empatada”, prosseguiu.

“O Arsenal, para mim, cumpriu a tarefa. Será que foi uma exibição convincente, uma vez mais? Não. Será que foi algo de que possam tirar apontamentos positivos? Não estou a falar do resultado. Eles seguirão em frente, sim, mas olhem para a cara do Declan Rice, no final daquele jogo. Era um jogador a dizer ‘Ufa…’, não é um jogador a festejar ‘Estamos nas meias finais, merecemos'”, completou.
Já Troy Deeney, ex-Watford, foi mais ‘meigo’: “Eles nunca dominaram equipas, nunca arrasaram. Limitaram-se a matar os adversários nos lances de bola parada. Quantos jogos é que cobrimos, esta temporada, e dissemos ‘O Arsenal ganhou nas bolas paradas’? Conseguiram o resultado, mas não ficarão satisfeitos com a exibição. Tem sido o ‘modus operandis’ deles, durante toda a temporada”.
“Safaram-se, hoje. Achei que o Sporting esteve muito bem, naquilo que tentou fazer. A ala esquerda foi a arma principal, em ambos os jogos. Se tivessem tido apenas um pouco mais de qualidade, acho que teriam marcado mais golos, mas acho que o Arsenal não tem aquele instinto matador de pensar ‘Tudo bem, vou dominar o jogo, vou derrotar-te por três, quatro ou cinco golos'”, sublinhou.
“Limitaram-se a praticar um futebol de percentagens, que é um futebol vencedor, já agora, mas sem correr riscos. Não sei se isto bastará para conquistar isto. Contra o Atlético de Madrid, as duas equipas vão fazer a mesma coisa. Nenhuma delas vai querer a bola, ambas vão querer ser sólidas defensivamente e marcar no contra-ataque. Vai ser um jogo estranho”, acrescentou.
“O Sporting é uma equipa decente”
Noutro painel, Thierry Henry, ‘lenda viva’ do Arsenal, aplaudiu o apuramento dos homens de Mikel Arteta… com um alerta pelo meio: “Estamos nas meias finais da Liga dos Campeões, bem feito. Isso não aconteceu muitas vezes na história, por isso, obviamente, estou extasiado. Mas, agora, há o Manchester City. Bem feito, nada a dizer, mas quero que a equipa vença lá, não quero um empate”.
Jamie Carragher, ex-Liverpool, por seu lado, alertou para a necessidade de os gunners subirem o patamar exibicional: A questão desta noite é que seguiram em frente, nada mais interessa. Seguiram em frente. O ponto principal numa competição a eliminar como esta é garantir que segues em frente, para a próxima ronda. Não jogaram bem esta noite, mas, de certa maneira, o que é que isso interessa? Estão nas meias finais”.
“A questão é que têm o campeonato na cabeça, e vão pensar ‘Jogámos contra o Sporting, que é uma equipa decente. Passámos, estamos felizes, mas, meu Deus, não estamos a jogar bem, e temos, agora, pela frente o maior teste do momento, contra o Manchester City’. Se perderem aquele jogo, acho que vão sentir que perderam o campeonato”, refletiu.
Uma postura partilhada por Micah Richards, antigo jogador do Manchester City: “Se olharem para os olhos do Declan Rice, eles dizem-vos que aquilo não foi bom o suficiente. Ele queria um pouco mais, antes de ir ao Etihad. A jogar assim, vão ser demolidos”.
RCP News
by Priscila Thomas

