José Fernando Rio, antigo candidato à presidência do FC Porto, lamenta o empate com o Famalicão, e aponta o dedo aos rivais, assim como à “mão que os sustenta”, ao nível das arbitragens.
José Fernando Rio, candidato derrotado por Jorge Nuno Pinto da Costa nas eleições para a presidência do FC Porto, em 2020, concedeu, esta segunda-feira, uma entrevista à Antena 1, na qual lamentou o empate a duas bolas concedido na receção ao Famalicão… com uma ‘farpa’ aos principais rivais, pelo meio.
“Neste momento, objetivamente, não existe fantasma nenhum. Não acredito nesses fantasmas que querem, agora, colar ao FC Porto, para ver se o fazem tremer, se o fazem vacilar, se o fazem hesitar, nestas últimas jornadas. Creio que a equipa do FC Porto tem de estar confiante. Acho que o seu treinador está confiante do trabalho que fez, até agora”, começou por afirmar.
“Acho que os seus jogadores têm de estar confiantes do seu valor e do trabalho que fizeram ao longo da temporada, e encarar os próximos jogos com naturalidade. O que é normal é o FC Porto vencer, não é empatar em casa, no último minuto”, prosseguiu o empresário, numa altura em que restam apenas seis jornadas por disputar, na I Liga.
“Aconteceu, é futebol. Outras equipas também, este fim de semana, jogaram muito pouco, mas tiveram o colinho da arbitragem para garantir os três pontos. O FC Porto nunca tem isso, portanto, enquanto uns têm a mão que os sustenta, o FC Porto vai sempre perder pontos”, completou.
“Famalicão teve tons de dramatismo, mas é apenas um jogo”
Nesta mesma intervenção, José Fernando Rio justificou o ‘amargo de boca’ provocado por Rodrigo Pinheiro, já nove minutos depois dos 90, sobretudo, com as consequências que a pausa para compromissos internacionais teve em vários elementos do plantel orientado pelo treinador italiano Francesco Farioli.
“O FC Porto teve a vitória na mão, obviamente, e, depois de chegar ao 2-1, acho que poucos esperavam que pudesse ceder o empate, nos instantes finais. Teve tons de dramatismo, mas é apenas um jogo de futebol. O FC Porto não fez um grande jogo, esteve abaixo daquilo que vinha a fazer, nas últimas jornadas. Acho que o FC Porto se ressentiu muito dos jogos das seleções”, refletiu.
“Os internacionais polacos, dinamarqueses e outros que estiveram nas seleções, aos quais as coisas não correram muito bem, vieram abatidos psicologicamente, e fisicamente muito cansados. Acho que isso se refletiu no jogo coletivo da equipa. Portanto, acabo por aceitar o empate, embora pense que o FC Porto tinha a obrigação de segurar o resultado”, acrescentou.

“O FC Porto não tem de dar uma resposta já contra o Nottingham Forest”
A terminar, José Fernando Rio defendeu que os dragões devem ‘apostar todas as fichas’ na corrida tendo em vista a conquista do título de campeão nacional, ainda que esteja, simultaneamente, na luta, ora na Taça de Portugal (está nas meias finais, contra o Sporting), ora na Liga Europa (terá pela frente o Nottingham Forest, nos ‘quartos’.
“O FC Porto, no próximo jogo, não tem de dar uma grande resposta. A resposta é com o Estoril. O primeiro objetivo do FC Porto é ser campeão nacional. A Liga Europa também é um objetivo, mas é secundário, portanto, o jogo com o Nottingham Forest tem de ser pensado com olhos no Estoril, e não ao contrário”, atirou.
“O FC Porto não tem de dar uma resposta já contra o Nottingham Forest, nada disso. Queremos muito passar, mas o foco é o jogo com o Estoril. Esse é que interessa”, concluiu.
RCP News
by Priscila Thomas

