A equipa do Sporting não demorou a chegar à vantagem em Leiria, mas o Vitória SC deu a cambalhota e carimbou passaporte para a final e espera por Sp. Braga ou Benfica para a decisão do título da Taça da Liga.

O Vitória SC é o primeiro finalista da Taça da Liga 2025/26. O conjunto de Luís Pinto fez uma reviravolta épica nos descontos e acabou por vencer a primeira meia-final da competição, realizada nesta noite de terça-feira, por 2-1.
Rui Borges apresentou um onze inicial praticamente na máxima força, mas com uma grande surpresa, já que, com a quase obrigatória descida de Maxi Araújo para defesa-esquerdo, esperava-se que Alisson pudesse ser titular a extremo, algo que não aconteceu, com o técnico transmontano a lançar o jovem Flávio Gonçalves.
O primeiro golo foi marcado logo no primeiro quarto de hora após o apito inicial, com Francisco Trincão a conseguir encontrar uma desmarcação in extremis de Luis Suárez, que fez o tento que decidiu a partida aos 13 minutos.
Com uma grande assistência ‘inventada’ por Francisco Trincão, o avançado colombiano ficou isolado na cara de Charles, que voltou à titularidade no conjunto de Guimarães, e o ex-Almería não perdoou e fez o seu 20.º golo da temporada ao serviço do conjunto de Alvalade.
No entanto, o encontro não foi, de todo, fácil para os leões, já que o Vitória SC não facilitou (de todo) a tarefa dos campeões nacionais, que perderam na final da passada edição desta prova a possibilidade de completar o triplete nacional em 2024/25, frente ao Benfica, neste mesmo estádio.
Diogo Sousa foi o primeiro a causar uma oportunidade de real perigo à baliza defendida por Rui Silva, que não teve de defender o remate de longe e forte do médio português, ainda que este tenha passado a centímetros do poste esquerdo da baliza às guardas do internacional luso, à passagem do minuto 26.
O Sporting ameaçou dobrar a vantagem por duas ocasiões ainda antes do intervalo, com Luis Suárez e Alisson Santos a esbarrarem no guardião Charles, que em dois minutos fez duas magníficas defesas para manter a diferença mínima no marcador, em Leiria.

Mas foi já em cima do intervalo que uma das melhores (e mais inesperadas) oportunidades surgiu para o lado da turma de Guimarães, com Rodrigo Abascal a bater um livre do meio-campo com intenção de surpreender Rui Silva – e quase conseguiu. O guarda-redes leonino não estava à espera, mas conseguiu reagir de modo a não sofrer um golo caricato nesta meia-final.
A segunda parte voltou a ser muito mexida, com chances de golo a serem criadas pelas duas equipas, com o Sporting a querer aumentar a vantagem e o Vitória a tentar fazer de tudo para empatar.
Parecia que o Sporting até estava mais próximo de chegar ao golo que desse alguma segurança no resultado, mas todas as oportunidades esbarravam em Charles, que se demonstrou num nível tremendo, com defesas após defesas para manter o Vitória SC no jogo, em busca do empate.
E esse empate acabou mesmo por chegar já nos descontos do encontro, com Ndoye a atirar para o fundo das redes, depois de um grande cruzamento rasteiro de Gonçalo Nogueira, com Rômulo Júnior, jovem central do Sporting, a ficar muito mal na fotografia, ficando a olhar para o adversário, sem ver a bola passar nas suas costas, aos 90+2 minutos.

No entanto, o melhor estava mesmo guardado para o fim da partida, quando, aos 90+11 minutos, o mesmo Ndoye acabou por bisar no encontro e conseguiu dar a reviravolta no jogo, ‘congelando’ o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, depois de o lance ter sido anulado por fora-de-jogo, mas corrigido pelo VAR, validando o golo e a festa dos vimaranenses.

RCP NEWS
BY: JOAO CONCEICAO
