Vitória de Seguro teve vários nomes

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De partidos a ministros e instituições europeias, ninguém ficou indiferente à eleição de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais. Mais ou menos próximos do estilo do Presidente eleito, uma coisa é certa: todos reconheceram que o resultado não deixou margem para dúvidas.

António José Seguro tornou-se no sexto Presidente da República eleito da democracia portuguesa, ultrapassando a barreira dos três milhões de votos expressos, algo que anteriormente só Mário Soares, António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio tinham conseguido. A vitória histórica não deixou ninguém indiferente.

De líderes partidários a ministros, passando por candidatos às Presidenciais que ficaram pela primeira volta, muitos foram os que reagiram à eleição de António José Seguro.

O primeiro a reagir foi mesmo o secretário-geral do Partido Socialista, que considerou que a vitória de António José Seguro é o triunfo de um amplo campo democrático, dos valores constitucionais e de “um socialista de sempre”, mas que será “Presidente de todos os portugueses”.

Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu toda a disponibilidade do Governo para trabalhar com Seguro em prol do futuro de Portugal.

“Quero nesta ocasião, em nome do Governo, dirigir uma palavra de felicitação ao doutor António José Seguro, Presidente da República eleito, tive já a ocasião de falar com ele, como tive também a ocasião de falar com o doutor André Ventura, candidato vencido neste segundo sufrágio”, afirmou Luís Montenegro na Casa Allen, no Porto.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, felicitou Seguro pela “claríssima vitória”. “O compromisso de toda vida com a diáspora, o europeísmo, o atlantismo e a lusofonia, com os valores da paz, da Carta da ONU e do multilateralismo é a garantia da afirmação de Portugal no mundo”, escreveu.

Já o presidente do CDS-PP e ministro da Defesa, Nuno Melo, desejou “sucesso” a Seguro, recordando que “dele depende o normal funcionamento das instituições democráticas e o exercício permanente de uma magistratura de influência”.

Catarina Martins, que foi também candidata à Presidência, tendo apoiado António José Seguro na segunda volta, fala numa “boa notícia”, destacando que “Portugal foi votar, apesar de todas as dificuldades” e derrotou “de forma expressiva a política da mentira e do ódio”.

O presidente do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, saudou o Presidente da República eleito, António José Seguro, “pela expressiva vitória”, e assegurou cooperação “leal e institucional” da sua bancada.

“Em nome do Grupo Parlamentar do PSD endereço os parabéns ao Dr. António José Seguro, Presidente da República eleito, pela expressiva vitória”, saúda o também secretário-geral social-democrata, numa publicação na rede social X.

A Iniciativa Liberal deixou também apenas uma mensagem no X, na qual felicita António José Seguro e deseja-lhe “um mandato à altura dos desafios do país, marcado pela urgência de reformas que o governo de Portugal não pode continuar a adiar”.

O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, afirmou que “a grande notícia do dia” é a “clara derrota” de André Ventura nas presidenciais, enquanto pediu a António José Seguro, Presidente eleito, que “não apoie uma política que afronta” a Constituição.

O Livre congratulou-se por “dois terços dos portugueses” terem votado num Presidente que considera que é “inoportuno mexer agora na Constituição”, considerando que os números conferem a António José Seguro “uma legitimidade política acrescida”.

O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, também felicitou a eleição de Seguro e defendeu que “travar o pacote laboral é o primeiro passo no caminho” depois da derrota da Direita nas eleições presidenciais.

Na rede social X, Rui Tavares escreveu que Seguro “saberá honrar Portugal e unir os portugueses”. “A ter em conta por todos: mais de dois terços dos eleitores — uma maioria constitucional — escolheram um candidato que já se posicionou contra mudanças drásticas à Constituição”, acrescentou.

O PAN fala numa “esmagadora vitória contra André Ventura”. Na rede social X, Inês Sousa Real destacou que os portugueses deixaram claro que estão “ao lado dos valores democráticos e não de uma agenda populista retrógrada”. Por outro lado, disse esperar que “Montenegro saiba ler os resultados” e “deixar de normalizar o Chega”.

“Portugueses demonstraram apreço pela Democracia”

Da Europa também chegaram mensagens de felicitação ao Presidente da República eleito.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, felicitou António José Seguro pela eleição como Presidente da República, considerando que os portugueses demonstraram “o seu apreço pela democracia, reafirmando Portugal como um pilar do humanismo europeu”.

Já a presidente da Comissão Europeia referiu que “a voz de Portugal na defesa” dos “valores europeus comuns permanece forte”.

“Parabéns, António José Seguro, pela eleição como Presidente da República. Os cidadãos portugueses fizeram ouvir a sua voz e, perante a devastação causada pelas tempestades, demonstraram uma notável resiliência democrática”, escreve Ursula von der Leyen na rede social X.

Também na rede social X, a presidente do Parlamento Europeu enviou os parabéns a António José Seguro, destacando: “Sei que a Europa pode contar com a sua experiência e com o seu empenho no nosso projeto comum, sobretudo como ex-eurodeputado, tanto quanto Portugal pode continuar a contar com a Europa”.

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RCP NEWS

BY: JOAO CONCEICAO