Talento emergente aproxima-se de Mourinho no Benfica: “Ainda não falámos, porém…”

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Ricardo Neto assume que ver Anísio Cabral, Daniel Banjaqui e José Neto lançados por José Mourinho é um sinal de que “é possível” chegar à equipa principal do Benfica, em breve.

Ricardo Neto acredita que pode ser a jovem promessa a merecer uma oportunidade na equipa principal do Benfica, depois de, no passado mês de novembro, ter participado na caminhada da seleção portuguesa de sub-17 rumo à conquista do Campeonato do Mundo, que decorreu no Qatar.

Numa extensa entrevista concedida, esta terça-feira, ao portal R.Org, o defesa-central de apenas 17 anos de idade assumiu que, depois de ter visto outros ‘miúdos’ a darem o ‘salto’, na presente temporada de 2025/26, está confiante de que também ele poderá fazê-lo, ainda que confesse que ainda não teve a oportunidade de privar com José Mourinho.

“Ainda não falei com ele, ainda não tive a oportunidade de ter essa conversa, mas penso que ver os nossos companheiros de equipa, como Anísio [Cabral], [Daniel] Banjaqui e José Neto, a jogar pela equipa principal encoraja-nos e diz-nos que é possível chegar lá, se fizermos as coisas bem feitas”, confessou.

“Eu olho para isto desta maneira, porque o meu objetivo é jogar pela equipa principal, e, ao continuar a trabalhar arduamente, acredito que posso chegar lá”, acrescentou Ricardo Neto, que assinou o primeiro contrato profissional com o clube da Luz em fevereiro do passado ano de 2025.

“Quando comecei no Benfica, só jogava duas vezes por semana, devido ao horário da escola”

Nesta mesma entrevista, Ricardo Neto ‘abriu o livro’ sobre as oito épocas que leva já de águia ao peito: “Aquilo que torna a academia do Benfica diferente das outras ao nível de ser um grande desenvolvedor de talentos, são as várias pessoas que trabalham aqui e que ajudam a estabelecer as mesmas condições de alto nível, da cantina aos relvados e à sala de fisioterapia, e até na maneira como ajudam os atletas na vida pessoal e como os treinadores ajudam os atletas a crescer”.

“Eu vivia no Casal da Boba, na Amadora, mas alternava entre viver com o meu pai e com a minha mãe, a cada semana. Ao início, quando comecei no Benfica, só jogava duas vezes por semana, devido ao horário da escola. Jogava com um grupo mais velho às quartas-feiras, e jogava com o meu grupo etário na terça-feira. Treinávamos no Estádio da Luz, nos Pupilos ou no Casa Pia, e, depois, jogávamos ao fim de semana. Era isso que eu adorava fazer, jogar futebol na ruas e na escola, com os meus amigos”, afirmou.

“Penso que tens de ter a mentalidade certa e a sabedoria para chegar a esse nível. É fundamental não ficar abalado por certas coisas e saber como lidar com certas situações e emoções… Eu penso que isso tem uma grande influência nesta transição. Eu penso que muito da minha paixão futebolística veio de quando era pequeno, e isso foi o que mais me inspirou a jogar, mas, mentalmente, mudei muito quando cheguei ao Benfica e comecei a subir escalões”, prosseguiu.

“Eu penso que, dos sub-15 para cima, quando comecei a ser chamado à seleção nacional, os jogos começaram a ficar mais complicados, e a preparação e a exigência eram muito diferentes. Foi aí que eu me apercebi de que era isto que eu queria fazer com a minha vida”, completou.