O Irão pediu hoje ao Conselho de Segurança da ONU a para travar a guerra entre a República Islâmica e os Estados Unidos e Israel, defendendo não existirem obstáculos formais a uma intervenção deste órgão.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, afirmou que o Conselho de Segurança “pode agir” e tem “o dever” de o fazer, caso exista vontade política para tal.
“Se assim o desejar, o Conselho de Segurança pode agir”, declarou o porta-voz, acrescentando que “não há obstáculo à sua ação, exceto a sua própria vontade”.
As declarações surgiram num contexto de escalada militar entre Teerão, Washington e Telavive, com trocas de ataques e ameaças que agravaram a instabilidade no Médio Oriente.
O Conselho de Segurança, composto por 15 Estados-membros, incluindo cinco permanentes com direito de veto, é o principal órgão das Nações Unidas responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais.

Até ao momento, não foi anunciada qualquer reunião de emergência nem medidas concretas por parte do órgão para responder ao apelo iraniano.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho iraniano indicou que os ataques de Israel e dos Estados Unidos já causaram 787 mortos desde sábado.
O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
RCP News
by Priscila Thomas

