Há 34 mil candidaturas para reconstrução; País “mal preparado”

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O país esteve de olhos postos em Coimbra, esta sexta-feira, dia 13 de fevereiro. A cidade esteve a braços com uma “cheia centenária”, mas a “situação de risco grave acabou” na região.

O mau tempo continuou, aliás, a fustigar a maioria das regiões de Portugal com vento forte, chuva intensa e agitação marítima. O território continental esteve, na sua totalidade, sob aviso amarelo.

Houve comboios e barcos suspensos, escolas e universidades fechadas, negócios em suspenso, moradores desalojados.

Milhares de pessoas continuam ainda sem luz. O número de feridos ascende as centenas, apesar de ser, pelo menos para já, difícil calcular. O de mortes, relacionadas com as tempestades que estão a assolar o país, vai já em 16.

O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas revelou hoje que foram realizadas 34 mil candidaturas ao apoio de 10 mil euros para a reconstrução de casas no Centro, Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com Paulo Fernandes, nas duas principais comissões de coordenação e desenvolvimento regional – Centro e Lisboa e Vale do Tejo – deram entrada 9 mil candidaturas.

“Mais de 6 mil no caso na CCDR do Centro e cerca de 3 mil no caso da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. E temos mais de 25 mil pré-inscritas, ou seja, já estamos a falar de um universo de 34 mil candidaturas”, indicou.

O Conselho Intermunicipal da CIM Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Depois do período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes informou que foram também acionadas 66 mil apólices de seguros.

“Conseguimos que muitas das seguradoras utilizassem o método do adiantamento por estimativa e não com o fechar de milhares e milhares de processos, porque são 66 mil apólices que já foram acionadas”, acrescentou.

Dessas 66 mil apólices acionadas, “cerca de 8 mil são de empresas” e as restantes de habitações de particulares.

“Ora, a taxa de casas asseguradas em termos de habitação, em Portugal, é 53%. Por isso, não é preciso, obviamente, estarmos aqui há muito tempo para perceber que o universo do que estamos a falar é seguramente superior a 100 mil habitações danificadas”, admitiu.

Aos jornalistas, o antigo presidente da Câmara Municipal do Fundão partilhou que uma das questões que o preocupa são as habitações com danos superiores a 10 mil euros.

“Aqueles que ficaram com as suas habitações destruídas, que estão desalojados, muitos deles institucionalizados”, alegou, enaltecendo a “resposta incrível” de todo o sistema local, câmaras municipais, comunidades intermunicipais e Segurança Social.

Para esse segmento, com danos muito superiores a 10 mil euros, “é preciso também desenhar como é que essas habitações podem vir a ser apoiadas”, com programas mais estruturais.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

Aos jornalistas, o antigo presidente da Câmara Municipal do Fundão partilhou que uma das questões que o preocupa são as habitações com danos superiores a 10 mil euros.

“Aqueles que ficaram com as suas habitações destruídas, que estão desalojados, muitos deles institucionalizados”, alegou, enaltecendo a “resposta incrível” de todo o sistema local, câmaras municipais, comunidades intermunicipais e Segurança Social.

Para esse segmento, com danos muito superiores a 10 mil euros, “é preciso também desenhar como é que essas habitações podem vir a ser apoiadas”, com programas mais estruturais.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

RCP NEWS

BY: JOAO CONCEICAO