Florentino Pérez tenta tirar Mourinho do Benfica para o Real Madrid

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José Mourinho é o alvo predileto de Florentino Pérez para suceder a Álvaro Arbeloa no comando técnico do Real Madrid, em 2026/27. Cláusula de rescisão do contrato com o Benfica é de três milhões de euros.

Oreputado portal norte-americano The Athletic lança, esta terça-feira, uma autêntica ‘bomba’, ao noticiar que José Mourinho é, neste momento, o alvo predileto do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, para suceder a Álvaro Arbeloa no comando técnico da equipa principal, com vista à próxima temporada desportiva de 2026/27.

O processo está, neste momento, a ser conduzido pessoalmente pelo líder máximo do emblema blanco, num claro contraste com o que aconteceu há cerca de um ano, quando delegou no diretor geral, José Ángel Sánchez, o dossiê que culminou na contratação de Xabi Alonso (então, timoneiro do Bayer Leverkusen) para o lugar de Carlo Ancelotti (que assumiu o leme da principal seleção do Brasil).

Florentino Pérez nunca escondeu a admiração que nutre pelo treinador português (que conduziu os merengues à conquista de uma La Liga, uma Taça do Rei e uma Supertaça de Espanha, entre 2010 e 2013), mas, acrescenta a mesma publicação, este potencial regresso ao Santiago Bernabéu merece reservas por parte de vários elementos da direção.

O Special One, recorde-se, chegou ao Estádio da Luz em setembro do passado ano de 2025, para fazer face à demissão de Bruno Lage, tendo assinado um contrato válido até junho de 2027, com uma cláusula que permite a dissolução do mesmo sem qualquer custo associado, se for ativada até dez dias depois do último jogo da época.

Uma medida tomada, em grande parte, devido à proximidade com que o mesmo foi rubricado das eleições para a presidência do clube, que acabaram por reconduzir Rui Costa no cargo. Há, ainda, outra cláusula a ter em conta. Mais concretamente, a de rescisão, que se encontra cifrada em três milhões de euros.

Nas últimas semanas, a continuidade (ou não) do sadino no leme das águias tem feito correr muita tinta, sendo noticiado que o próprio veria com bons olhos a mesma, mediante a assinatura de um contrato mais longo. Rui Costa, por seu lado, também quer continuar a contar com o seu contributo, mas mantendo os mesmos moldes.

Desde a chegada de José Mourinho, o Benfica disputou um total de 42 jogos oficiais, ao cabo dos quais somou 26 vitórias, oito empates e outras tantas derrotas. Um registo que ditou a eliminação da Liga dos Campeões, da Taça de Portugal e da Taça da Liga, mas que bastou para ultrapassar o Sporting, na I Liga.

Os encarnados moram, neste momento, na segunda posição do campeonato nacional, com 75 pontos, mais três do que o segundo classificado, o Sporting, pelo que dependem apenas de si mesmos para reservarem um lugar na terceira pré-eliminatória da prova milionária. Já o título, é uma ‘miragem’, visto que o FC Porto está já a sete pontos.

Mourinho defrontou o Real Madrid por três vezes só esta época

O acentuar do alegado ‘assédio’ do Real Madrid a José Mourinho surge, curiosamente, já depois de o treinador português ter defrontado o antigo clube por três vezes, no espaço de menos de um mês, com um registo de uma vitória (na última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, por 4-2) e duas derrotas (nos playoffs, por 0-1 e 2-1).

O segundo embate foi, de resto, aquele que mais deu que falar, por conta dos alegados insultos racistas proferidos por Gianluca Prestianni (que, entretanto, foi sancionados com seis jogos de suspensão, mas devido ao uso de expressões homofóbicas) contra Vinícius Júnior, o autor do golo que decidiu o duelo da primeira mão dos playoffs.

“Uma coisa é o que Vinícius diz, outra é o que Prestianni diz, são coisas completamente diferentes. Disse a Vinícius, de modo independente, que, quando um jogador faz um golo daqueles, sai em ombros. Não se vai mexer com um estádio ou com o coração do estádio do adversário. Como se diz em Espanha, quem faz golos daqueles corta rabo e orelha, e não acaba o jogo e ele acabou com o jogo”, atirou, em conferência de imprensa.

Palavras que caíram mal, especialmente, em Espanha, onde foi alvo de duras críticas, mas que não terão ‘machucado’ a relação que o próprio mantém com Florentino Pérez, que deixam ‘escancaradas’ as portas do regresso ao Santiago Bernabéu, já no próximo verão.

RCP News

by Priscila Thomas