Sousa Cintra aplaude o “comportamento ético” do Sporting, e lamenta a “pancadaria” que tomou conta do empate com o FC Porto, que valeu o apuramento para a final da Taça de Portugal.
Sousa Cintra não escondeu, esta quinta-feira, em declarações prestadas à Rádio Renascença, a indignação face ao cenário que rodeou o empate a ‘zeros’ com o FC Porto, no tão aguardado Clássico do Estádio do Dragão, que acabou por valer ao Sporting o apuramento para a tão aguardada final da Taça de Portugal.
“O que se passou ontem foi tanta violência, tanta pancadaria… Aquilo não é nada de futebol, parecia-me uma guerra campal, mas pronto. O Sporting… É sempre desagradável, os jogadores ficaram lesionados. Houve um massacre, ontem, mas o Sporting é uma boa equipa e tem alternativas”, começou por afirmar.
O antigo presidente leonino aplaudiu o feito, mas sublinhou que tal não faz com que esta “seja uma época positiva”: “Positiva era se o Sporting ganhasse o campeonato, isso é que era uma época positiva. Ganhar alguma coisa é sempre alguma coisa. Ganhar a Taça de Portugal sempre é mais importante do que não ganhar nada, não é?”.

“Embora já tenhamos estado muito bem, na Liga dos Campeões. Mesmo para a parte financeira do Sporting, é muito bom. A parte económica conta muito, e aí, o Sporting teve um comportamento exemplar (…). O Sporting está muito bem, tem jogadores de grande categoria, com grande classe, comprometidos com o clube, que é uma coisa importante”, refletiu.
“Há ali um ambiente familiar muito bom, no balneário e enfim. Acho que tudo está a correr bem, e espero que continue assim, por muitos anos. Isso é que importa, para o futebol. O futebol português precisa de clubes com a dinâmica do Sporting e com o comportamento ético que o Sporting tem, em todos os momentos”, completou o empresário.
Boletim clínico do Sporting não para de ‘engordar’
Apesar da qualificação para o duelo que ditará o vencedor da prova-rainha do futebol nacional (onde terá pela frente Torreense e Fafe, que irão defrontar-se, esta quinta-feira, no Estádio Manuel Marques, a partir das 20h45, hora de Portugal Continental, desta quinta-feira), nem tudo foi um ‘mar de rosas’ para o Sporting.
Isto porque Rui Borges teve de promover três alterações forçadas, por via das lesões contraídas por Gonçalo Inácio, Morten Hjulmand e Maxi Araújo (que foram rendidos, respetivamente, por Zeno Debast, Daniel Bragança e Ricardo Mangas), que podem vir a aumentar-lhe as ‘dores de cabeça’, para aquilo que aí vem.
Isto porque, no boletim clínico, constam, ainda, os nomes de Nuno Santos, Iván Fresneda, João Simões e Fotis Ioannidis. Destes, para já, o único que envolve certezas é mesmo o médio português, que foi operado a uma fratura no quinto metatarso do pé direito, pelo que só voltará aos relvados na próxima época.
Quanto aos restantes, resta perceber se recuperarão a tempo de disputarem, pelo menos, algum dos cinco jogos que restam à formação verde e branca, na I Liga, perante AVS (fora), Tondela (em casa), Vitória SC (em casa), Rio Ave (fora) e Gil Vicente (em casa), numa altura em que esta tenta garantir, pelo menos, o segundo lugar e consequente acesso à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
RCP News
by Priscila Thomas

