O Irão afirmou hoje que vai reavaliar a continuação das negociações com os Estados Unidos, na sequência da última troca de ataques ocorrida na noite de terça-feira, a mais intensa desde o cessar-fogo estabelecido em 08 de abril.
“Na sequência dos acontecimentos de ontem [terça-feira] à noite, temos de reavaliar a situação atual [das negociações com os EUA]. O processo diplomático não se desenrola no vácuo e, para avançar em qualquer processo diplomático, é necessário um clima mínimo em que se possa trabalhar”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, em declarações à agência IRNA.
A advertência do diplomata surge depois de, na noite de terça-feira, os Estados Unidos terem atacado vários pontos no Sul do país como retaliação pelo suposto abate de um helicóptero no estreito de Ormuz.
Segundo o comando militar, as forças norte-americanas atacaram sistemas de defesa aérea, estações de controlo terrestres e radares de vigilância iranianos localizados perto do estreito de Ormuz, utilizando munições de precisão lançadas a partir de caças da Força Aérea e da Marinha.

Em contrapartida, as autoridades iranianas afirmaram que, nos ataques norte-americanos, foram destruídas várias torres de comunicações e duas estações de dessalinização na zona de Sirik, o que deixou 20.000 pessoas sem água potável.
A Guarda Revolucionária anunciou que respondeu a esses ataques com bombardeamentos contra 21 alvos militares norte-americanos em todo o Médio Oriente, algo que Washington nega.
Entre os alvos estariam bases norte-americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein.
Este incidente foi uma das maiores trocas de ataques entre o Irão e os Estados Unidos desde o início do cessar-fogo, em 08 de abril, e ocorre no meio de negociações para chegar a um acordo para reabrir o estreito de Ormuz.
RCP News
by Priscila Thomas

