Sobe para 75 o n.º de portugueses mortos; “Tudo será feito”

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Passaram seis dias desde que a Venezuela foi sacudida por dois terramotos em menos de dois minutos: o primeiro com uma magnitude de 7,2 na escala de Richter, o segundo de 7,5.

Até ao momento, há registo de 2.295 vítimas mortais, incluindo 75 portugueses e lusodescendentes. Segundo o mais recente balanço, outros 66 estão desaparecidos ou incontactáveis. 

O Comité Internacional de Resgate (ICR, na sigla em inglês) avançou, na terça-feira, que ainda há 50 mil pessoas desaparecidas. 

Depois das 72 horas iniciais, o chamado ‘período crítico’, a probabilidade de encontrar pessoas com vida diminui drasticamente. 

O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 75, havendo ainda 66 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

De acordo com o MNE, entre os 75 mortos, 65 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 12 crianças e 63 adultos.

O anterior balanço dava conta de 71 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no dia 24 de junho.

O número de mortos provocados pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu hoje para 2.295, segundo o último balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas, que registam também 11.267 feridos.

O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, indicou a existência de 12.841 pessoas afetadas pelos sismos de 24 de junho, durante a atualização do balanço de vítimas, que era anteriormente de 1.943 mortos e 10.571 feridos.

Antes da divulgação dos novos dados oficiais, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

BY; Joao Conceicao