Wall Street fecha em alta ‘convencida’ pelo crescimento dos EUA

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A bolsa de Nova Iorque fechou hoje em alta, impulsionada pela imagem de uma economia norte-americana saudável após a divulgação de números de crescimento do terceiro trimestre que superaram as expectativas, apesar das preocupações com a política monetária.

FILE PHOTO: The floor of the the New York Stock Exchange (NYSE) is seen after the close of trading in New York, U.S., March 18, 2020. REUTERS/Lucas Jackson

s resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones subiu 0,16%, para os 48.442,41 pontos, o tecnológico Nasdaq ganhou 0,57%, para os 23.561,84 pontos, e o índice S&P 500, mais abrangente, atingiu um novo máximo de fecho de 6.909,79 pontos (+0,46%).

Os Estados Unidos registaram um crescimento anualizado de 4,3% no verão. Esta aceleração surpreendeu os mercados, que previam uma desaceleração da atividade económica.

“O mercado norte-americano abriu na defensiva porque a reação instintiva foi: ‘Se a economia está tão forte, a Fed (o banco central norte-americano) ainda precisa de cortar as taxas de juro? ‘”, referiu Art Hogan, analista da B. Riley Wealth Management, à agência France-Presse (AFP). ´

“No passado, quando havia boas notícias, o mercado subia. Agora, quando há boas notícias, o mercado cai porque todos pensam que as taxas de juro serão elevadas imediatamente para lidar com a inflação ‘potencial'”, sublinhou, por sua vez, o Presidente norte-americano Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Perante “números inegavelmente bons (…) o mercado percebeu finalmente que as notícias positivas são um bom presságio”, observou Hogan.

“O crescimento económico mais forte em dois anos reforça a confiança de que os lucros das empresas continuarão a subir em 2026”, apontou, por sua vez, José Torres, analista da Interactive Brokers.

Após a paralisação dos serviços oficiais de estatística durante a crise orçamental no outono, a divulgação destes dados proporciona também uma visão mais clara da saúde da maior economia do mundo.

No âmbito macroeconómico, as encomendas de bens duráveis desceram mais acentuadamente do que o esperado em outubro (-2,2%), enquanto a produção industrial subiu 0,2% em novembro.

Entretanto, os investidores “estão focados no facto de que as hipóteses de uma recuperação no Natal”, considerando que os últimos cinco dias de negociação do ano, que geralmente favorecem o mercado, “parecem muito boas”, acrescentou Hogan.

Na quarta-feira, véspera de Natal, a sessão da Bolsa de Nova Iorque será encurtada em três horas, encerrando às 18:00 (hora de Lisboa).

A nível empresarial, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk registou uma subida de 7,30% (para 51,61 dólares) depois de as autoridades de saúde norte-americanas terem aprovado, na segunda-feira, a primeira versão em comprimido do seu principal tratamento contra a obesidade, o Wegovy, oferecendo aos norte-americanos uma primeira alternativa às injeções para a perda de peso.

Esta aprovação deverá facilitar o acesso a estes tratamentos para emagrecimento, já muito populares e considerados revolucionários por muitos especialistas.

A sua concorrente, a Eli Lilly, caiu 0,45% para 1.071,64 dólares.

RECP NEWS

BY: JOAO CONCEICAO