Uma portuguesa ferida e uma desaparecida após incêndio na Suíça

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Há, até ao momento, registo de 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um belga e um português entre os feridos do incêndio que provocou 40 mortos numa estância de esqui, na Suíça. Há também uma cidadã portuguesa desaparecida.


O incêndio num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de Passagem de Ano, provocou a morte a cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.

“Contamos cerca de quarenta mortos e cerca de 115 feridos, a maioria em estado grave”, anunciou o chefe da polícia, Frédéric Gisler, durante uma conferência de imprensa em Sion (sudoeste da Suíça), enquanto ao seu lado o presidente da confederação, Guy Parmelin, referia que esta foi “uma das piores tragédias” que a Suíça já conheceu.

O governo suíço disse hoje que já recebeu várias mensagens e telefonemas de condolências e solidariedade de governos após o incêndio e precisou que vários deles se ofereceram para receber feridos com queimaduras muito graves e extensas.

“Alguns desses países irão colaborar com a Suíça para receber aqueles que sofreram queimaduras muito graves, pois essas pessoas precisam de ser atendidas muito rapidamente”, declarou o presidente suiço, após inspecionar a área do sinistro.

A polícia ainda não avançou informação sobre a causa do incêndio, mas já excluiu a hipótese atentado.

Crans Montana é uma estância de desportos de inverno que atrai turistas de todo o mundo – situada no coração dos Alpes suíços, cerca de 40 quilómetros a norte do Matterhorn, um dos mais famosos picos alpinos – e com uma população de cerca de 10.000 residentes.

Há pelo menos um português entre os 119 feridos do incêndio na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça. A informação foi revelada, esta sexta-feira, pela polícia local.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou “uma cidadã nacional ferida”, cujos “detalhes sobre estado de saúde ainda estão por conhecer”. e “uma desaparecida confirmada de nacionalidade portuguesa”.

Segundo o chefe da Polícia do Cantão de Valais, Frederic Gisler, já foram identificados 113 dos 119 feridos.

Há, até ao momento, registo de 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um belga e um português.

A polícia suíça já está em contacto o Governo português, bem como com França, Bélgica, Polónia, Congo, Sérvia, Turquia, Roménia e Filipinas.

As autoridades suíças adiantaram, ainda, que tudo indica que o incêndio que provocou 40 mortos “começou com velas de foguete”.

“Tudo indica que o incêndio começou com velas de foguete colocadas sobre garrafas de champanhe, que foram levadas muito perto do teto, e a partir daí ocorreu uma conflagração rápida e generalizada”, explicou a Procuradora-Geral do Cantão de Valais, Béatrice Pilloud.

O incêndio deflagrou pelas 1h30 locais (00h30 em Lisboa) de quinta-feira, seguindo-se uma explosão, no bar-discoteca La Constellation, na estância de Crans-Montana. Segundo explicou Pilloud, “o fogo alastrou-se e, à medida que se intensificava, causou uma explosão generalizada”.

primeira vítima mortal foi identificada como Emanuele Galeppini, um jovem golfista italiano. Num comunicado, a Federação Italiana de Golfe lamentou a perda de um “jovem atleta que personificava a paixão e os valores autênticos”.

As vítimas sofreram queimaduras graves e inalação de fumo. Algumas foram levadas de avião para hospitais especializados de todo o país.

Numa publicação, na rede social X, o presidente francês, Emmanuel Macron, revelou que “França está a receber feridos nos seus hospitais e está disponível para prestar toda a assistência necessária”.

Além de França, também a Itália e a Alemanha disponibilizaram-se para receber nos seus hospitais alguns dos feridos, que apresentam principalmente queimaduras e que, inicialmente, foram distribuídos em centros hospitalares suíços em Sion, Lausanne, Genebra e Zurique.

As autoridades suíças decidiram, ainda, ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE) após o incêndio. O anúncio foi feito pela comissária europeia de Gestão de Crises, Hadja Lahbib, na rede social X, onde afirmou que “Bruxelas está em contacto com as autoridades helvéticas para prestar assistência médica às vítimas”.

RCP NEWS

BY: JOAO CONCEICAO