O presidente norte-americano afirmou hoje que irá trabalhar na libertação de todos os presos políticos ainda detidos na Venezuela, manifestando confiança na Presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
“Vamos libertá-los a todos. E digo-vos, a Delcy está a fazer um excelente trabalho. O povo venezuelano está encantado com o que está a acontecer”, assegurou Donald Trump, antes de embarcar para uma viagem oficial à China.
Desde a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, pelo exército norte-americano no início de janeiro, Delcy Rodríguez assumiu o poder e promulgou uma lei de amnistia que permitiu a libertação de centenas de presos políticos, mas cerca de 500 continuam detidos, estimam as organizações não-governamentais (ONG) como a Foro Penal.
“Como sabem, temos a Exxon, temos a Chevron, temos todas as grandes empresas [petrolíferas] a entrar [na Venezuela]. E a Venezuela está agora a gerar mais receitas do que as que gerou nos últimos 25 anos”, prosseguiu o governante.

“Nós permitimos que libertassem muitos [presos políticos] e eles libertaram muitos dos presos políticos”, afirmou Trump, em declarações aos jornalistas.
Após a destituição de Maduro, a administração norte-americana estabeleceu um plano em três fases — estabilização, reconstrução e transição — para normalizar o panorama económico e democrático na Venezuela, e funcionários do Departamento de Estado afirmaram que a primeira dessas fases já está concluída.
As declarações de Trump surgem um dia após ter afirmado numa entrevista à estação Fox News que estava a “considerar seriamente” fazer da Venezuela o 51.º Estado norte-americano.
Delcy Rodríguez, confrontada com estas declarações pelos jornalistas, referiu que a Venezuela nunca considerou essa possibilidade.
“Isso nunca foi considerado, porque se há coisa que nós, venezuelanas e venezuelanos, prezamos é o nosso processo de independência, adoramos os nossos heróis e heroínas da independência”, respondeu Rodríguez a uma pergunta de uma jornalista em Haia, nos Países Baixos.
Em finais de abril, a organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP) divulgou que mais de 600 pessoas continuavam presas por motivos políticos na Venezuela, incluindo cidadãos estrangeiros, nomeadamente portugueses.
RCP News
by Priscila Thomas

