Itália decreta alerta máximo nas principais cidades por causa da onda de calor

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O Ministério da Saúde italiano colocou hoje as principais cidades do país – Roma, Florença, Bolonha e Turim – em alerta máximo (vermelho) devido a uma onda de calor que está a afetar a Europa esta semana.

As temperaturas, excecionalmente elevadas para o final de maio deverão atingir os 33°C em Turim, uma cidade alpina no norte de Itália, os 32°C em Florença e Bolonha (com uma sensação térmica de 35°C) e os 31°C em Roma (com uma sensação térmica de 33°C), uma cidade mediterrânica no centro-sul de Itália.

Este alerta, de nível 3, indica “uma situação de emergência que pode ter efeitos adversos na saúde de pessoas saudáveis e ativas, e não apenas em grupos de risco, como idosos, crianças muito pequenas e pessoas com doenças crónicas”, explicou o Ministério da Saúde.

O nível máximo de alerta é ativado quando as altas temperaturas e as condições meteorológicas invulgares persistem durante três ou mais dias consecutivos.

Desde 25 de maio que o Ministério da Saúde italiano publica um boletim diário sobre o calor, avaliando a situação em 27 cidades italianas, com previsões para 24, 48 e 72 horas.

Uma onda de calor sem precedentes, que chegou mais cedo do que o esperado, tem atingido partes da Europa – incluindo França, Reino Unido, Itália e Portugal – desde o início da semana. Isto é consequência de uma “redoma de calor”, uma zona de alta pressão que retém o ar quente do Norte de África sobre a Europa Ocidental.

De acordo com a comunidade científica, as alterações climáticas provocadas pela atividade humana estão a intensificar os eventos climáticos extremos, como as ondas de calor, as secas e as inundações.

Segundo avançou hoje a ONU, as temperaturas médias globais deverão alcançar “níveis recordes ou próximos” entre 2026 e 2030, com 75% de probabilidade de que a média exceda os níveis pré-industriais em mais de 1,5°C.

Os anos de 2015 a 2025 foram os 11 anos mais quentes já registados, indicou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em março, e essa tendência deverá continuar.

O documento com as previsões do OMM, preparado pelo serviço meteorológico do Reino Unido, o Met Office, aponta para 86% de probabilidade de que um ano entre 2026 e 2030 quebre o recorde de ano mais quente já registado, atualmente fixado em 2024.

RCP News

by Priscila Thomas