Governo confirma morte de jovem portuguesa no incêndio em bar na Suíça

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O Governo português confirmou, este domingo, a morte da portuguesa que estava desaparecida após o incêndio num bar numa estância de esqui na Suíça. Trata-se de uma jovem de 22 anos com família em Santa Maria da Feira.

Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou, este domingo, a morte da cidadã portuguesa que estava desaparecida após o incêndio na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça.

Numa nota, enviada ao Notícias ao Minuto, fonte do ministério tutelado por Paulo Rangel “confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans Montana, na Suíça”.

“Quer as autoridades suíças, quer o Estado português já apresentaram condolências à família”, acrescenta.

Na sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, indicou que a cidadã portuguesa desaparecida seria uma jovem de 22 anos, que residia em Crans-Montana, mas com familiares a residir em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

Na altura, em declarações à SIC Notícias, o secretário de Estado confirmou, ainda, que o veículo da jovem foi encontrado nas imediações do local do incidente.

Sublinhe-se que a polícia suíça tinha indicado esta manhã que identificou mais 16 vítimas mortais, totalizando 24 mortes: 18 cidadãos suíços (quatro mulheres e seis homens) entre os 14 e os 31 anos; dois italianos de 16 anos; um cidadão com dupla nacionalidade, de Itália e Emirados Árabes Unidos, também de 16 anos; um romeno de 18 anos; um francês de 39 anos e um turco de 18. No total, terão morrido 40 pessoas e mais de 100 ficaram feridas.

A tarefa de identificação está a ser realizada pela Polícia Cantonal do Valais e pelo Instituto de Medicina Legal da Suíça.

Segundo o comunicado, está-se a trabalhar para identificar todas as vítimas, tanto as mortas como as feridas. A Polícia Cantonal do Valais publicará qualquer nova informação assim que estiver disponível.

As autoridades indicaram que não fornecerão mais informações sobre as mortes por respeito à privacidade das vítimas e das suas famílias.

As autoridades suíças abriram uma investigação criminal aos proprietários do bar, um casal francês, que podem ser acusados de homicídio involuntário, dado que, segundo dados preliminares, o fogo terá sido desencadeado por velas incandescentes colocadas em garrafas de champanhe, que terão tocado o teto do bar, cheio de gente.

Segundo os registos comerciais consultados pela agência de notícias AFP, Jacques e Jessica Moretti, proprietários do “Le Constellation” e de outros dois estabelecimentos em Crans-Montana e na cidade vizinha de Lens, já foram ouvidos como testemunhas.

A Suíça vai observar um dia de luto nacional em 9 de janeiro.

Tragédia na Suíça não é inédita: Outros incêndios mortais em discotecas
A tragédia na Suíça, que provocou pelo menos 40 mortos, não é um caso isolado. Ao longo dos anos, vários incêndios mortais ocorreram em discotecas em todo o mundo. Recorde-os.

Um incêndio no bar de uma estância de esqui no Cantão de Valais, na Suíça, provocou pelo menos 40 mortos, incluindo uma portuguesa, e 119 feridos, na madrugada de quinta-feira. Esta é já “uma das piores tragédias” do país, mas não é inédita no mundo.

Recorde outros incêndios mortais em discotecas ocorridos durante este século:

O mais recente ocorreu a 7 de dezembro de 2025, no estado de Goa, Índia. O incêndio deflagrou durante a madrugada numa discoteca na região de Arpora e provocou a morte a 25 pessoas.

Até ao momento, o caso ainda não começou a ser julgado, mas os familiares das vítimas já realizaram um protesto para exigir uma punição rigorosa para os responsáveis. Pediram ainda um julgamento rápido e pena de morte para os proprietários da discoteca, alegando que as repetidas violações de segurança foram ignoradas.

discoteca, alegando que as repetidas violações de segurança foram ignoradas.

Notícias ao MinutoIncêndio em Goa matou 25 pessoas© Atish NAIK / AFP via Getty Images

Também em 2025, a 6 de março, em Kocani, na Macedónia do Norte, um incêndio na pequena discoteca Pulse, provocado por faíscas de pirotecnia que incendiaram materiais inflamáveis no tecto, provocou 63 vítimas mortais.

caso começou a ser julgado em novembro passado, com mais de 30 pessoas no banco dos réus, incluindo o proprietário da discoteca, três antigos presidentes da câmara de Kocani, ex-ministros, autarcas e altos funcionários, que terão de responder por crimes graves contra a segurança pública.

Notícias ao MinutoMais de 60 pessoas morreram num incêndio na Macedónia do Norte© ARMEND NIMANI/AFP via Getty Images

1 de outubro de 202313 pessoas morreram num incêndio que afetou as discotecas Teatre e Fonda Milagros, em Múrcia, Espanha. Segundo um relatório dos bombeiros, uma das saídas de emergência estava fechada com grades e cadeados. 

O fogo começou devido a faíscas de uma máquina de efeitos especiais — conhecida como máquina de fogo frio — que incendiou materiais inflamáveis ​​no forro da discoteca Teatre, propagando-se rapidamente para a Fonda Milagros.

Notícias ao MinutoIncêndio em zona de discotecas em Múrcia provocou 13 mortes © Edu Botella/Europa Press via Getty Images

5 de agosto de 202226 pessoas morreram num incêndio na Mountain B, uma discoteca na província de Chonburi, na Tailândia, que começou no teto por cima do palco durante um concerto e alastrou rapidamente devido à presença de espuma acústica inflamável.

Em março do ano passado, o proprietário da discoteca foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por homicídios por negligência e por explorar um local de entretenimento ilegal.

Notícias ao MinutoVinte e seis pessoas morreram no incêndio na Tailândia © MANAN VATSYAYANA/AFP via Getty Images

27 de janeiro de 2013 ocorreu um dos incêndios mais mortais de sempre, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Brasil, quando 242 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na boate Kiss.

As chamas foram provocadas pelo uso de pirotecnia durante um concerto no interior da discoteca, que se alastraram pela espuma acústica do estabelecimento. A maioria das pessoas morreu por inalação de fumo tóxico.

Notícias ao MinutoIncêndio na boate Kiss, no Brasil, é dos mais mortais de sempre. Morreram 242 pessoas © JEFFERSON BERNARDES/AFP via Getty Images

No final de 2004, a 30 de dezembro, um incêndio deflagrou durante um concerto da banda Callejeros na sala de espetáculos República Cromañón, em Buenos Aires, na Argentina. No total, morreram 194 pessoas e 1.432 ficaram feridas, no que ficou conhecido como o Massacre de Cromañón. 

Os integrantes da banda foram condenados por negligência, enquanto o dono do estabelecimento teve de cumprir 10 anos e nove meses de prisão por vários crimes.

No ano anterior, a 20 de fevereiro de 2003, cerca de 100 pessoas morreram na discoteca Station, em Rhode Island, nos Estados Unidos, durante um concerto da banda de rock Great White.

Concluiu-se que a pirotecnia usada em palco incendiou espuma acústica altamente inflamável e que a falta de saídas de emergência dificultou o processo de retirada das pessoas. 

Várias pessoas foram condenadas, incluindo, Daniel Biechele, manager dos Great White que acendeu o fogo de artifício, que declarou-se culpado de 100 acusações de homicídio por negligência. 

Notícias ao MinutoCerca de 100 pessoas morreram num incêndio nos EUA

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by: João conceição