A Marinha francesa intercetou hoje no Mediterrâneo Ocidental o navio-tanque “Deyna”, suspeito de integrar a chamada “frota fantasma” russa, usada por Moscovo para contornar as sanções internacionais, tendo o caso sido comunicado ao Ministério Público de Marselha.
O“Deyna”, que ostenta bandeira moçambicana e provinha de Murmansk, na Rússia, foi alvo de uma inspeção que confirmou suspeitas quanto à autenticidade da sua bandeira, segundo as autoridades marítimas de Toulon.
A “frota fantasma” de Moscovo é composta por navios que normalmente navegam sem bandeira russa e sem seguro que permitem à Rússia exportar petróleo e gás apesar das sanções internacionais impostas desde a invasão da Ucrânia.
A operação conduzida pela Marinha francesa incluiu a entrada a bordo de militares via helicóptero, de acordo com imagens divulgadas pelas autoridades francesas, citadas pela agência France-Presse (AFP).

Este é o terceiro petroleiro suspeito de pertencer à chamada “frota fantasma” russa a ser intercetado pela França.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que Paris não permitirá a navegação destas embarcações, sublinhando que “estes navios que contornam as sanções internacionais e violam o direito do mar” contribuem para financiar o esforço de guerra russo.
Macron acrescentou que a guerra no Irão não desviará o apoio francês à Ucrânia face à “guerra de agressão” conduzida pela Rússia.
Tal como no caso do petroleiro “Grinch”, intercetado em janeiro, a operação contou com cooperação internacional, incluindo o Reino Unido, que participou na monitorização da embarcação.
O “Deyna” foi intercetado a sul das ilhas Baleares, quando se dirigia para Port Said, no Egito, devendo ser escoltado para uma zona de ancoragem sob controlo francês para novas inspeções.
Segundo fonte próxima da investigação, o navio tem cerca de 250 metros de comprimento, dimensão semelhante à de outros petroleiros associados à “frota fantasma”.
O primeiro navio suspeito, o “Boracay”, foi apreendido em setembro de 2025 ao largo da Bretanha.
Atualmente, cerca de 598 embarcações suspeitas são alvo de sanções da União Europeia.
RCP News
by Priscila Thomas

