Donald Trump acusa Zelensky de não mostrar “qualquer gratidão” aos EUA

Partilhe esta notícia

Donald Trump acusou Volodymyr Zelensky de não mostrar “qualquer gratidão” pelos esforços dos Estados Unidos para terminar a guerra na Ucrânia e reiterou que “Putin nunca teria atacado” o país se fosse presidente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a “liderança” da Ucrânia de não demonstrar “qualquer gratidão” pelos esforços de Washington para terminar a guerra com a Rússia e defendeu, novamente, que a invasão “jamais teria acontecido” se estivesse na Casa Branca em fevereiro de 2022.

“A guerra entre a Rússia e a Ucrânia é violenta e terrível, e com uma liderança forte e adequada dos EUA e da Ucrânia, JAMAIS teria acontecido. Começou muito antes de eu assumir o meu segundo mandato, durante a administração do Joe Biden, e só piorou”, começou por considerar numa publicação na sua rede social, a Truth Social, este domingo.

Para Donald Trump, o seu homólogo russo, Vladimir Putin, viu a eleição de Joe Biden – que considerou ter sido “FRAUDULENTA e ROUBADA” – como uma “oportunidade” para invadir a Ucrânia, reiterando que “Putin nunca teria atacado” se fosse presidente. 

Em letras maiúsculas, defendeu: “Herdei uma guerra que nunca deveria ter acontecido, uma guerra que é uma derrota para todos, especialmente para os milhões de pessoas que morreram desnecessariamente. A ‘liderança’ ucraniana não mostrou gratidão pelos nossos esforços e a Europa continua a comprar petróleo à Rússia”

Na publicação, Trump assinalou que os EUA “continuam a vender quantidades massivas de armas à NATO para distribuir à Ucrânia” e deixou críticas ao seu antecessor, Joe Biden, que disse ter cedido estas de forma gratuita.

Sublinhe-se que os Estados Unidos elaboraram, na semana passada, um plano para pôr fim à guerra na Ucrânia, sem, contudo, consultar Kyiv ou a União Europeia (UE).

O plano de paz elaborado por Washington tem 28 pontos e corresponde às principais exigências russas, propondo que Kyiv limite o seu exército a um máximo de 600.000 soldados após a guerra, descarte a adesão à NATO e se retire do território que ainda controla no leste do país, na região de Donbass, que se tornaria uma zona desmilitarizada após o conflito e seria reconhecida de facto como russa.

Kyiv tem até quinta-feira. Eis o plano de paz de Trump (ponto por ponto)

Kyiv tem até quinta-feira. Eis o plano de paz de Trump (ponto por ponto)

Donald Trump apresentou um plano para acabar com a guerra na Ucrânia, que Zelensky já disse que não irá aceitar, pelo menos na sua totalidade. Ponto por ponto, o que estabelece o acordo de paz?Márcia Guímaro Rodrigues | 18:53 – 21/11/2025

Zelensky já defendeu que se recusa a trair a nação e anunciou que vai propor alternativas ao plano, reconhecendo que este “é um dos momentos mais difíceis e de maior pressão” da história da Ucrânia, que se confronta com “escolhas muito difíceis” face à proposta de 28 pontos.

Já este domingo, Zelensky admitiu que o plano norte-americano poderia incluir as “perspetivas ucranianas”, após reuniões na Suíça entre ucranianos, americanos e europeus.

Trump já fez um ultimato a Zelensky para que aceite o plano de paz da Casa Branca para o conflito na Ucrânia até quinta-feira, Dia de Ação de Graças.

“Se tudo correr bem, os prazos podem ser alargados. Mas quinta-feira é o dia que consideramos apropriado”, afirmou o líder norte-americano em entrevista à Fox Radio.

Vários líderes mundiais, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinaram um comunicado afirmando que o plano de Trump é um rascunho sobre o qual trabalhar e no qual defendem que as fronteiras não podem ser alteradas pela força.

Os subscritores do comunicado alertam que a limitação do tamanho do exército ucraniano deixaria o país vulnerável a futuros ataques.

Também assinaram esse documento líderes como o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e os primeiros-ministros do Canadá, Mark Carney, da Itália, Giorgia Meloni, do Japão, Sanae Takaichi, e do Reino Unido, Keir Starmer.

Rcp news

by: João conceição