Clássico: FC Porto usa argumento de Pepe para validar vermelho a Luis Suárez

Partilhe esta notícia

“Critério: cor do cartão conforme a cor da camisola”, escreve o FC Porto, na legenda de um vídeo no qual compara dois lances de Luis Suárez, autor do golo que deu a vitória ao Sporting, no Clássico, a dois que resultaram na expulsão de Pepe.

O FC Porto recorreu, ao final da manhã desta quarta-feira, às redes sociais para voltar à carga contra a equipa de arbitragem liderada por Cláudio Pereira, no encontro da primeira mão das meias finais da Taça de Portugal, disputado no Estádio José Alvalade, do qual saiu derrotado pelo Sporting, por 1-0, fruto de uma grande penalidade convertida por Luis Suárez.

Os dragões apontam o dedo a dois lances em concreto, no Clássico, ambos tendo como protagonista, precisamente, o internacional colombiano. O primeiro teve lugar à beira do apito para o intervalo, quando este fez um gesto polémico no sentido das câmeras da transmissão televisiva, depois de o juiz da Associação de Futebol de Leiria ter optado por não exibir o segundo cartão amarelo e segundo vermelho a Alberto Costa, por uma entrada sobre Geny Catamo.

O segundo ocorreu ainda antes, quando, frustrado por não ter sido assinalada uma falta de Pepê sobre Iván Fresneda, o antigo avançado do Almería atingiu violentamente Jan Bednarek. Em ambas as ocasiões, a decisão passou por não adotar qualquer tipo de sanção disciplinar ao próprio.

Ora, a direção liderada por André Villas-Boas recuou no tempo para comparar estes dois lances a dois protagonizados por Pepe, ambos merecedores de cartão vermelho direto. O primeiro, datado de abril de 2024, quando fez um gesto de óculos na direção de Fábio Veríssimo, num FC Porto-Vitória SC, e o segundo a dezembro de 2023, quando agrediu Matheus Reis, também num Sporting-FC Porto.

“Critério: cor do cartão conforme a cor da camisola”, escreveu o emblema azul e branco, na legenda do dito vídeo.

André Villas-Boas e Francesco Farioli já se tinham queixado

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, já se tinha queixado da arbitragem de Cláudio Pereira, na zona mista do Estádio José Alvalade: “Eu, enquanto treinador na China, levei quatro jogos por fazer um jogo igual ao do Suárez. O presidente do Sporting já chamou ladrão ao presidente da FPF. O Suárez acabou de chamar ladrão ao árbitro. Quero saber se o Suárez vai levar quatro jogos de suspensão ou se o campeonato português pode ser comparado ao chinês”.

“Este foi o erro da nomeação de risco do Conselho de Arbitragem de um jogo como este, de extrema importância como é uma meia final da Taça de Portugal. Infelizmente, o árbitro acabou por não estar à altura. Temos a lamentar muita coisa. O que me parece claro é que há uma equipa que continua a passar impune, que continua a simular lances, que diz que os árbitros são ladrões, que vai do seu presidente aos jogadores em campo”, acrescentou.

O treinador, o italiano Francesco Farioli, seguiu pela mesma via, em conferência de imprensa: “Na segunda parte, tive de tirar o Alberto [Costa] pelo cartão amarelo que viu num lance em que nem era falta. Os jogadores do Sporting deviam ter visto três amarelos antes desse lance e houve a situação com o [Jan] Bednarek, que é evidente”.

“Amanhã, as pessoas que mandam vão poder ver as imagens e aplicar as consequências certas ao jogador [Luis Suárez]. E há imagens interessantes de um grande gesto, no final da primeira parte… Algo que não deixa margem para interpretação, era bem claro o que queria dizer. Se seguirem as regras, sabemos o que devia acontecer”, defendeu.

“O penálti é claro. Não há dúvidas, sem discussão. Mas, 30 segundos antes, há uma falta clara sobre o Pepê, que conduz à ação que resulta no penálti. Depois é o ‘micromanagement’ do jogo: os cartões, um jogador fantástico como o [Morten] Hjulmand a poder ir sempre para cima do árbitro gritar, queixar-se… Acontece em todos os campos”, prosseguiu.

“O nosso capitão [Diogo Costa] nem podia dar um passo para falar. Isto é doloroso e o mais incrível é ver estas imagens no final da primeira parte. Numa situação normal, hoje devíamos ter jogado com Aves ou Santa Clara. A segunda falta do Alberto, sobre o Geny [Catamo], é para amarelo, mas antes há uma falta e no primeiro cartão que ele vê nem existe falta. Não estou a criticar a arbitragem. Estou a comentar episódios claros”, concluiu.

RCP News

by Priscila Thomas