Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados hoje às urnas para votar nas eleições presidenciais que vão decidir quem será o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa o cargo há já dez anos.
Numa das eleições mais disputadas à data, as sondagens indicam uma probabilidade bastante de alta de que, pela segunda vez em democracia, será necessário ir a uma Segunda Volta no Proximo dia 8 de fevereiro para decidir quem será o próximo Presidente da República.
Recorde que os candidatos são, de acordo com a ordem no boletim de voto, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL), o pintor Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.
André Ventura: “Hoje, acho que é justo dizer isto: O país despertou”

André Ventura, um dos candidatos a passar à segunda volta das Presidenciais, foi recebido em grande apoteose na sede de campanha e, em reação aos resultados, deixou uma primeira palavra aos portugueses: “Obrigado”.
“Vamos liderar o espaço não-socialista em Portugal”, asseverou. “Hoje, acho que é justo dizer isto: O país despertou. O país, que há quarenta anos não tinha uma segunda volta nesta eleições, despertou”.
E frisou: “Estamos nisto mesmo a sério, não por nós, mas para vencer Portugal”.
Para Ventura, “conseguimos derrotar o candidato do Governo e do ‘montenegrismo’, conseguimos derrotar o candidato que se dizia liberal mas tinha estado sempre na agenda globalista, na agenda woke, na agenda contra Portugal”. “Fizemos campanha sem picardia pessoal, sem ofensa”.
“Esta foi a maior honra da minha vida, que me deram. Disputar uma segunda volta das eleições portuguesas”, destacou, no mesmo discurso.
Quanto a Seguro, o seu adversário a 8 de fevereiro, “defende tudo ao contrário do que nós defendemos”. “É o representante máximo de tudo o que nós não queremos”.
E deixou um ‘recado’: “Nós só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da IL ou de outros partidos que se dizem de Direita mas que agora têm de escolher entre um socialista e quem quer fazer reformas no país. Agora é que nós vamos ver”.
“Eu não quero voltar ao socialismo em Portugal. O socialismo destrói, o socialismo mata, o socialismo
Seguro promete ser o “Presidente dos novos tempos”

Seguro prosseguiu o seu discurso de vitória garantindo: “Regressei para unir os portugueses. Jamais serei um presidente de uma parte dos portugueses contra a outra parte, jamais!”
“Com a vossa confiança, serei o presidente de todos os portugueses”, assegurou. “Serei um presidente leal à Constituição da República.”
O candidato apoiado pelo PS voltou a falar da Saúde, que foi uma das suas bandeiras ao longo da campanha: “Trabalharei todos os dias para que os portugueses tenham acesso à Saúde a tempo e horas. A situação atual é inaceitável”, criticou.
Seguro prometeu também ser o “Presidente dos novos tempos”, com “melhores salários” e “mais oportunidades para os jovens”.
“Há tanto para mudar, uma mudança tranquila. Há tanto para melhorar”, continuou. “A política ou serve para melhorar a vida das pessoas ou não serve para rigorosamente nada.”
Seguro: “Hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia”
António José Seguro acaba de reagir à vitória, assegurando que saberá honrar o voto e a confiança dos portugueses.
“Reafirmo com total clareza: Sou livre! Vivo sem amarras!”, afirmou. “E assim agirei como Presidente da República. Hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro.”
“Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós para, juntos, derrotarmos o extremismo e derrotarmos quem semeia ódio e divisão entre os portugueses”, apelou o candidato. “Esta não é uma candidatura partidária, nem nunca será […]. Todos os democratas são bem-vindos. Para mim não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda.”
Recebido em festa na sede de campanha, Seguro dirigiu-se ainda aos adversários que não passaram à segunda volta: “Não há derrotados, porque todos somos democratas. O país continuará a contar com o contributo de cada um de vós.”
Ventura diz que só perderá a segunda volta por “egoísmo” do PSD e IL
O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, considerou hoje que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais “por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita”.
“Só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, IL ou de outros partidos que se dizem de Direita”, afirmou André Ventura, no Hotel Mariott, em Lisboa, numa sala com mais de trezentos apoiantes, depois de os resultados das eleições presidenciais indicarem que irá disputar uma segunda volta com António José Seguro, apoiado pelo PS, em 8 de fevereiro.
Ventura falava depois de o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, ter anunciado que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições, após ter apoiado Luís Marques Mendes na primeira volta.
O também líder do Chega considerou que os resultados mostraram que a sua candidatura vai “liderar o espaço não socialista em Portugal”.

André Ventura considerou que “o país despertou” após este sufrágio e que os eleitores lhe confiaram a alternativa ao socialismo “que destrói”.
“A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a liderança dessa direita em Portugal”, sublinhou.

RCP NEWS
BY;JOAO CONCEICAO
