Após morte de Represas, Rita Ferro Rodrigues solidária com ex-mulher

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A morte de Luís Represas, um ícone da música portuguesa, deixou o país em luto. Rita Ferro Rodrigues expressou apoio à ex-mulher do cantor, Margarida Pinto Correia, neste momento difícil

A morte de Luís Represas esta quarta-feira, 22 de julho, deixou o país consternado. O artista tinha 69 anos, era um dos grandes nomes da música em Portugal e não resistiu a um cancro do pulmão. 

Apesar de já se terem divorciado há vários anos, a antiga jornalista Margarida Pinto Correia e o cantor mantinham uma relação de amizade muito forte. Os dois estiveram casados 17 anos e tiveram dois filhos: Nuno, em 2001, e José Alberto, em 2004. 

Filho de Luís Represas reage à morte do pai e agradece apoio

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Rita Ferro Rodrigues, próxima dos dois, fez uma partilha no Instagram onde se mostrou solidária com a amiga que sabe que precisa de todo o apoio neste momento difícil. 

“Esta é a minha amiga Margarida Pinto Correia. Este vídeo tem um ano mas o que eu quero que vocês fixem é o sorriso dela e a forma como abre a porta e recebe toda a gente. A Margarida é colo, é amor, é justiça, é coragem, é empatia. Eu já perdi a conta aos anos que a conheço. Sei que quando ela estava grávida do Zébi, eu estava grávida da minha Leonor, fizemos a preparação para o parto juntas, sob batuta da implacável Graça Mexia. Mas antes disso já invadíamos cozinhas em hotéis de Aveiro, às 6 da manhã, para fazermos ovos mexidos”, começou por recordar.

“Fomos mães (eu de primeiras águas, ela de segundas) e depois, durante alguns anos, fizemos belas tardes de chupetas e fraldas, na casa de Galamares, onde ela vivia com o Luís Represas. Eu separei -me anos mais tarde, ela também, mantivemos ambas relações de grande amizade e cumplicidade com os pais dos nossos rebentos”, continuou.

“A Margarida é uma mulher excepcional, uma amiga presente, uma companheira cuidadora, uma mãe amorosa dos seus biológicos e dos outros que não distingue, porque o coração dela só vê amor e cuidado com o próximo. Filha, mãe, irmã, mulher, amiga.

Comove -me muito esta Margarida – representa muitas de nós que não quebram porque não podem, porque a prioridade são sempre os outros. A Margarida foi, para além de tudo, o meu primeiro crush em tv: o sorriso, os lenços no pescoço (que roubei para a minha vida) os brincos diferentes em cada orelha, a voz única, as perguntas sensíveis e inteligentes, a cultura acima da média, o posicionamento sempre tão claro em relação às questões de direitos humanos”, referiu também.

“Margarida, meu amor, és um tesouro. Sei que abres muitas portas mas não te esqueças que somos muitos aqui a segurar -te e a abrir as portas que forem precisas, para seres sempre mais feliz. Só não conseguimos igualar -te o sorriso (e essa pinta de eterna miúda). És incrível. Era só isto. I love you”, concluiu Rita Ferro Rodrigues. 

Luís Represas, um dos maiores nomes da música portuguesa, morreu esta quarta-feira os 69 anos. O cantor deixou quatro filhos fruto do casamento com Maria Cristina Veloso Brito Thorbjornsen e Margarida Pinto Correia.

Luís Represas deixou o país de luto esta quarta-feira, 22 de julho de 2026, ao morrer vítima de doença prolongada. O artista sofria de cancro do pulmão e não resistiu, tendo perdido a vida com apenas 69 anos de idade.

O artista deixou quatro filhos, João Nicolau, Carolina, Nuno e José Alberto e viveu grandes histórias de amor já que se casou-se três vezes. 

Os grandes amores da vida de Luís Represas 

Segundo a revista Vidas, do primeiro casamento de Represas não há informações. Foi com a segunda mulher, Maria Cristina Veloso Brito Thorbjornsen, que teve os dois primeiros filhos: João Nicolau, que nasceu em 1992, e Carolina, nascida em 1995. 

O casamento com a jornalista Margarida Pinto Correia aconteceu em 1998 mas 17 anos depois chegou o divórcio. Juntos tiveram também dois filhos: Nuno, em 2001, e José Alberto, em 2004. Apesar do fim da relação, os dois mantiveram sempre uma boa relação de amizade. Prova disso foi a mensagem que a comunicadora recebeu do ex-marido numa entrevista que deu a Manuel Luís Goucha. 

“Quero dizer-vos que eu sou um felizardo por ter a Margarida como mãe dos meus filhos mais novos e por ter esta amiga que eu tenho e à qual eu conto e contarei sempre para a vida. Por isso, Margarida, quero desejar-te tudo de bom para a tua vida”, confessou o artista. 

Numa entrevista ao programa “Alta Definição” em 2013, Represas mencionou a sorte dos filhos “terem duas mães fantásticas”. 

“É a elas que dedico a minha vénia e admiração porque elas cumprem o que os meus filhos esperam delas, a maternidade plena”, confessou. 

Funeral do músico Luís Represas realiza-se na sexta-feira

O velório do músico Luís Represas está marcado para quinta-feira, na Basílica da Estrela, em Lisboa, e o funeral realiza-se na sexta-feira, disse à Lusa fonte da agência que o representa.

uís Represas, que estava a assinalar 50 anos de carreira, morreu hoje aos 69 anos em consequência de uma doença prolongada.

De acordo com aquela fonte, o velório na quinta-feira na Basílica da Estrela, em Lisboa, será público entre as 16:00 e as 22:30.

O funeral realiza-se na sexta-feira, depois de uma cerimónia religiosa às 15:00, naquela basílica, e é reservado à família.

Nascido em Lisboa, em 1956, Luís Represas foi um dos fundadores dos Trovante, em 1976, e o grupo permaneceu ativo até aos anos 1990, editando, por exemplo, “Baile no Bosque” (1981) e “Cais das Colinas” (1983), fortemente inspirados na música tradicional portuguesa.

Nas décadas seguintes, os músicos seguiram caminhos a solo e o grupo voltaria a reunir-se para alguns concertos esporádicos, nomeadamente em 1999, em 2006, em 2017 e em março passado, com atuações esgotadas em Lisboa e no Porto.

Luís Represas lançou-se a solo em 1993, com o álbum “Represas”, fruto de uma viagem a Cuba, onde foi gravado, e do qual fazem parte músicas como “Fora de Tempo”, “Neva sobre a marginal” e “Feiticeira”. O mais recente álbum, “Miragem”, é de 2024.

Da história de Luís Represas faz parte ainda o apoio à independência de Timor-Leste. A canção “Timor”, com música de João Gil e letra de João Monge, que vinha do álbum do grupo “Um destes dias” (1990), voltou a juntar os Trovante em 1999 e transformou-se num dos principais temas da luta que levou à independência timorense. A letra viria a ser traduzida para tetum, por Xanana Gusmão.

Represas foi convidado pelo então Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste, em 2000. Em 2016, seria condecorado com a Medalha da Ordem de Timor-Leste pelo Presidente Taur Matan Ruak.

Em 2005, foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.

Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown são alguns dos músicos com os quais Luís Represas colaborou.

O cantor estava a comemorar 50 anos de carreira e tinha anunciado dois concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto para abril de 2027,

RCP NEWS

BY: João conceição