Alertas da polícia sobre fraudes online sobem 50% em um ano

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O número de alertas sobre fraudes ‘online’ feitos pela Interpol às autoridades que fazem parte da organização aumentou mais de 50% num ano, estando entre as cinco principais ameaças globais criminais, foi hoje anunciado.

Num relatório publicado hoje, a Interpol avisa que fraudes ‘online’ como plataformas de investimento falsas, ‘phishing’ por mensagens ou burlas românticas estão a crescer, tendo aumentado 54% o número de alertas transmitidos pela organização internacional de cooperação policial ou pelos seus membros às autoridades de outros países sobre possíveis ameaças.

No período em causa, refere a organização, a Interpol apoiou os seus membros “em mais de 1.500 casos de fraude financeira, totalizando 1,1 mil milhões de dólares [960 milhões de euros] em bens perdidos”.

Admitindo que considera a fraude financeira ‘online’ uma das cinco principais ameaças criminais do mundo, juntamente com o tráfico de droga e o branqueamento de capitais, a Interpol destaca nove tipos de fraude cibernética impulsionados pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e por grandes fugas de dados online.

“A proliferação de ferramentas baseadas em IA (…) reduziu as barreiras, permitindo o acesso generalizado a sofisticadas capacidades de fraude e fomentando a construção de cenários de fraude extremamente convincentes, através da criação de ‘deepfakes’, por exemplo”, avança a Interpol.

O ‘deepfake’ é uma manipulação muito eficaz de imagens, feita com IA, que permite, por exemplo, mostrar pessoas a exprimirem palavras que nunca disseram, ou substituir caras, “colocando” pessoas em situações falsas.

Como resultado, a Interpol observa uma expansão geográfica dos centros de burla.

Embora estes centros, que empregam agentes de baixo nível, voluntários ou não, para orquestrar golpes, estivessem inicialmente concentrados no Sudeste Asiático, estão agora a “proliferar novas estruturas no Médio Oriente, na América Central e na África Ocidental”, avança a organização.

No mês passado, a Interpol anunciou que entre 8 de dezembro e 30 de janeiro, as forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 cibercriminosos suspeitos de pertencerem a redes que extorquiram quase 38 milhões de euros de centenas de vítimas.

RCP News

by Priscila Thomas