“Qualquer equipa do mundo adoraria poder contar com Bernardo Silva”, assume Francisco Conceição, que aprovaria a chegada do compatriota do Manchester City à Juventus, apesar do noticiado interesse do Benfica.
A Juventus rompeu com o protocolo, e delegou, ao final da manhã desta sexta-feira, a responsabilidade de levar a cabo a tradicional conferência de imprensa de antevisão ao encontro da 29.ª jornada da Serie A, perante a Udinese, no Stadio Friuli, a Francisco Conceição, ao invés de ao treinador, Luciano Spalletti.

O internacional português falou sem tabús, perante os jornalistas, sobre uma série de temas, começando, desde logo, pelo alegado interesse que a Vecchia Signora tem vindo a manter em Bernardo Silva, compatriota que está em final de contrato com o Manchester City, e que tem vindo a ser apontado a diversos outros clubes, entre eles, Barcelona, Galatasaray, Inter Miami e até… Benfica.
“Eu conheço muito bem o Bernardo, é um jogador muito bom, mas ainda não falei com ele sobre isso. Não sei se a Juventus gostaria de contratá-lo ou não, mas, se ele me perguntasse alguma coisa, eu diria-lhe que a Juventus é um grande clube e que, aqui, temos de vencer. É claro que qualquer equipa do mundo adoraria ter o Bernardo”, afirmou.
Natural de Lisboa, Bernardo Silva deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do Benfica, mas acabou por partir rumo ao AS Monaco, no verão de 2014, a troco de uma verba na ordem dos 15 milhões de euros, com apenas três jogos oficiais disputados ao serviço da equipa principal. Uma situação que o próprio já assumiu ser uma ‘espinha entalada’.
O ‘salto’ para o Manchester City deu-se em 2017, por perto de 50 milhões de euros, sendo que, desde então, revelou-se num dos jogadores mais importantes para os planos do treinador espanhol Pep Guardiola, que o utilizou num total de 446 partidas, em todas as competições, ao que este ‘respondeu’ com 75 golos e outras tantas assistências.
“Críticas? Para mim, não é problema”
Francisco Conceição teve, ainda, a oportunidade de responder às críticas de que tem vindo a ser alvo, na sequência de uma temporada de 2025/26 que tem vindo a ficar marcada por uma série de altos e baixos, do ponto de vista individual e coletivo, que não lhe permitiram ir além de quatro golos e duas assistências nos 32 jogos em que foi utilizado.
“Faz-me crescer. Se jogas futebol e estás na Juventus, a crítica é normal, tens de viver com ela, e é isso que eu faço. Tento crescer com a crítica, mas, mesmo quando me dizem que jogo bem, penso que é importante manter um equilíbrio, e não ficar demasiado feliz quando jogo bem, nem demasiado aborrecido quando não jogo”, refletiu o ex-FC Porto.
“Para mim, não é problema. Eu tento, todos os dias, fazer melhor e ajudar a equipa com golos e assistências, mas também ajudando-a a defender. Se alguém me marca, significa que há outro que está livre. Eu sou um avançado, os golos e a assistências são importantes, e eu sei que tenho de os fazer, mas também há várias outras coisas nos bastidores para as quais não olham, mas que também são importantes para a equipa”, concluiu.
RCP News
by Priscila Thomas

