O bombeiro que agrediu a mulher em frente ao filho de 9 anos, no verão do ano passado, na Madeira, vai voltar a trabalhar no quartel municipal de Machico a partir de abril. A decisão do tribunal está a gerar muita contestação na corporação.
O homem filmado a agredir a mulher na presença do filho menor, na Madeira, vai regressar ao dispositivo operacional do corpo de Bombeiros Municipais de Machico, onde trabalhava antes do crime.
A informação é avançada hoje pelo Jornal da Madeira. De acordo com esta publicação, a reintegração resulta de uma decisão judicial favorável ao antigo operacional, cujo processo por violência doméstica foi suspenso após perdão da vítima.
O regresso está previsto para abril e tem gerado muita contestação entre vários elementos da corporação.
Recorde-se que homem foi filmado, em agosto do ano passado, a agredir a mulher à frente do filho de nove anos. As imagens divulgadas, entretanto, nas redes sociais chocaram o país.

O bombeiro, de 35 anos, chegou a estar em prisão preventiva mas, entretanto, passou para domiciliária. E, em dezembro, acabou mesmo por ficar em liberdade após o perdão da vítima.
Em declarações ao tribunal, a mulher perdoou o agressor e contradisse as imagens de videovigilância que acabaram por vir a público, dizendo que foi agredida apenas com um murro dentro de casa, onde depois terá caído.
A mulher indicou assim, no decorrer do processo, que “foi um ato isolado” e que “só não estão juntos enquanto casal por força da medida de coação de proibição de contactos imposta”.
Imagens das agressões são violentas
O bombeiro foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP), no dia 26 de agosto, após ter sido filmado a agredir a mulher em frente ao filho menor.
As imagens das agressões, que aconteceram na presença do filho do casal, de 9 anos, foram captadas por câmaras de videovigilância na casa onde a vítima se encontrava e amplamente difundidas nas redes sociais.
Nas imagens, vê-se o homem a aproximar-se da porta de uma casa e a tocar à campainha. De seguida, começam os gritos e agressões. A criança tentou proteger a mãe e implorou ao pai que parasse.
Quando o homem se retira do local, o menino pede à mãe para se levantar, enquanto a tenta ajudar. “Não consigo”, responde-lhe a mulher, em lágrimas.
RCP News
by Priscila Thomas

