Portugal estreia-se com dois atletas na categoria quad na qualificação europeia para o Mundial de ténis em cadeira de rodas, na Sardenha, entre 05 e 09 de maio, procurando igualar ou superar, em Open, o sétimo lugar alcançado.
Aseleção nacional apresenta Mário Trindade e Vinicius Matos, ambos do Viseu Royal Tennis Club, como os primeiros representantes portugueses na categoria quad — reservada a atletas com limitações nos membros superiores e inferiores.
“É a primeira vez que vamos participar com esta categoria quad.(…) Tendo em conta que é uma primeira participação, o objetivo é dar-lhes a experiência para futuras participações”, explicou à Lusa Joaquim Nunes, coordenador do ténis em cadeira de rodas da Federação Portuguesa de Ténis.
Na categoria Open, Portugal aposta na continuidade — em 2025, na Turquia, e em 2024, na Letónia —, com Carlos Leitão (Clube de Ténis de Pombal), o português com mais títulos nacionais (oito), o tetracampeão nacional João Couceiro (Clube Nacional de Ginástica), e ainda Jean Paul Melo e João Sanona (Clube de Ténis de Setúbal).
Joaquim Nunes admite que a qualificação europeia é “a mais forte e a mais exigente”, apurando-se para o Mundial apenas os primeiros classificados das quatro ‘poules’, numa competição que conta habitualmente com a presença de 13 a 14 seleções na modalidade masculina.
Nesta categoria, Portugal aspira a igualar ou superar o seu melhor resultado alcançado, um sétimo lugar.
“O nosso objetivo será sempre melhorar este posicionamento. Sabemos que é difícil, mas o objetivo será a melhor prestação possível tendo em conta esta referência da nossa melhor resultado até hoje”, referiu o responsável, destacando ainda a confiança no grupo Open, com experiência acumulada desde 2014: “É um grupo já com experiência nestas situações e posiciona-se de uma forma mais descontraída e mais positiva na competição”.
Embora a vitória na prova garanta o acesso direto ao Campeonato do Mundo, o coordenador clarificou que este torneio não oferece apuramento direto para os Jogos Paralímpicos, no entanto, a participação é um requisito regulamentar.

“Os jogadores que pretendam participar nos Paralímpicos têm obrigatoriamente de ter participado em pelo menos dois anos no Campeonato do Mundo”, referiu Joaquim Nunes.
A seleção nacional, que será capitaneada por Bruno Pedro, parte para solo italiano no dia 03 de maio.
Além do rigor competitivo, a federação espera que um bom desempenho possa motivar as “segundas linhas” e os jogadores mais jovens da modalidade em Portugal.
RCP News
by Priscila Thomas

