O Pentágono adiantou que hoje será o dia mais intenso de bombardeamentos no Irão desde o início da guerra e afirmou que Teerão tem demonstrado uma capacidade reduzida de resposta à medida que a ofensiva avança.
“Hoje será, mais uma vez, o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irão: o maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques”, afirmou o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa no Pentágono.
Segundo o governante, nas últimas 24 horas, a República Islâmica “disparou o menor número de mísseis que foi capaz de disparar até à data”.
Questionado sobre a posição dos Estados Unidos após mais de 10 dias de guerra, o chefe do Pentágono afirmou que a posição era “muito sólida”, mas recusou-se a especificar quanto tempo o conflito poderá durar.
“O Presidente [Donald Trump] estabeleceu uma missão muito específica a ser cumprida, e o nosso trabalho é cumpri-la incansavelmente”, disse Pete Hegseth, acrescentando que cabia ao chefe de Estado norte-americano “estar no comando”.

Não me cabe especular se este é o começo, o meio ou o fim” do conflito, referiu.
Por seu lado, na mesma conferência de imprensa, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, lembrou que as Forças Armadas dos Estados Unido vão entrar, desta forma, no 11.º dia das operações contra o Irão.
Caine adiantou que as forças norte-americanas atingiram mais de 5.000 alvos e que os três principais objetivos incluíam a destruição da capacidade iraniana de mísseis balísticos e drones, atingir a marinha iraniana para permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz e atingir “mais profundamente a base militar e industrial do Irão”.
A retórica foi igualmente dura por parte de Teerão. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou na rede social X que o Irão “não está, definitivamente, à procura de um cessar-fogo”.
“Acreditamos que o agressor deve ser punido para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar o nosso amado Irão”, afirmou.
Por sua vez, também hoje, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, avisou que o Irão não teme as “ameaças vazias” de Donald Trump, após o Presidente norte-americano ter prometido atingir “com mais força” caso Teerão bloqueie o transporte de petróleo.
“O Irão não tem medo das suas ameaças vazias. Pessoas mais poderosas do que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Tenha cuidado para não ser eliminado você próprio!”, escreveu Ali Larijani na rede social X.
Na segunda-feira, Trump ameaçou atacar o Irão “com muito, muito mais força” caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.
“Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força”, garantiu o Presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida.
“Se querem jogar este jogo […] é melhor que não o joguem”, acrescentou Trump.
O republicano insistiu que a guerra no Irão “terminará em breve”, classificando-a como uma operação “bastante avançada em relação ao calendário”.
“Ela terminará em breve e, se recomeçar, eles serão atingidos com ainda mais força”, destacou o Presidente norte-americano.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”.
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
RCP News
by Priscila Thomas

