Para Hegseth, Donald Trump conseguiu obrigar o Irão a pedir trégua

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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o presidente norte-americano “conseguiu que o Irão implorasse” por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que “a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica”.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assegurou, esta quarta-feira, que o presidente norte-americano, Donald Trump, “conseguiu que o Irão implorasse” por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que “a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha”.

“[Foi] uma vitória militar com V maiúsculo, sob qualquer ponto de vista”, disse, em conferência de imprensa.

O responsável, que assinalou que “este foi um momento histórico para a paz no mundo”, deu ainda conta de que a operação “dizimou as forças militares do Irão”. “O maior patrocinador do terrorismo demonstrou que é incapaz de proteger o seu povo e as suas forças militares. O Irão sofreu uma derrota devastadora, com uma pequena fração das nossas forças militares”, disse, indicando que os objetivos “definidos no primeiro dia” foram atingidos.

“A Marinha iraniana está no fundo do mar. A Força Aérea iraniana foi destruída. O Irão já não tem nenhum tipo de sistema de defesa aérea, somos nós que controlamos os céus. O seu programa de mísseis está destruído do ponto de vista funcional. […] Foi tudo dizimado”, complementou.

Hegseth frisou também que, na noite de terça-feira, os Estados Unidos lançaram mais de 800 ataques que “destruíram completamente a base industrial de defesa do Irão, um pilar fundamental do objetivo” da missão israelo-americana.

“Estão tão dizimados, que mal conseguem comunicar e coordenar-se. Ainda podem disparar aqui e ali, mas isso seria muito, muito imprudente”, alertou.

O secretário da Defesa adveriu ainda que “o presidente Trump tinha o poder de destruir a economia do Irão em minutos, mas decidiu poupá-lo, porque o Irão aceitou o acordo de cessar-fogo sob uma pressão impressionante”. 

“Todos os principais líderes militares estão mortos. Até o novo líder supremo está ferido e desfigurado. O novo regime não tem opções, não tem tempo. Por isso aceitou este acordo, porque sabe que nunca mais vai ter uma arma nuclear. Qualquer material nuclear que tenham deve ser retirado. […] O presidente foi claro desde o início — não haverá armas nucleares iranianas. Ponto final. Outros presidentes disseram-no. O presidente Trump cumpriu. […] Somos nós que controlamos o destino deles, e não o contrário. Foi por isso que eles se sentaram à mesa”, disse.

Hegseth indicou que, com o acordo de cessar-fogo de duas semanas, há “uma oportunidade de alcançar uma paz verdadeira e um acordo real”.

Após agradecer a Israel por ser “um aliado corajoso, capaz e disposto”, o secretário da Defesa atirou que “o resto do mundo e o resto dos alegados aliados viram como são as verdadeiras capacidades” dos Estados Unidos, pelo que “deviam tomar nota”.

Note-se que Trump anunciou, na terça-feira à noite, ter sido estabelecido um acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão, pouco antes de expirar o prazo que tinha dado para não destruir a civilização persa.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais. O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.

RCP News

by Priscila Thomas