Oposição de Myanmar apela à comunidade internacional para não legitimar o governo

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A oposição de Myanmar pediu à comunidade internacional para não reconhecer o governo saído da junta militar após as eleições realizadas em dezembro e janeiro, que consagraram Min Aung Hlaing como presidente, hoje empossado.

“Nenhuma mudança positiva é previsível sob o regime do homem-forte Min Aung Haing”, disse à agência noticiosa espanhola EFE U Bo Bo Oo, vice-presidente do partido Liga Nacional para a Democracia (LND), força deposta no golpe de estado de 2021.

A referida ação contra a LND ocorreu horas antes da tomada de posse do parlamento resultante das eleições de 2020, vencidas pelo partido liderado pela prémio Nobel da paz Aung San Suu Kyi, presa desde então.

Haing liderou a intentona que pôs fim a uma década de transição democrática e exacerbou o conflito civil neste país asiático e ficou à frente da junta militar, entretanto dissolvida.

As eleições foram realizadas em três fases, entre 28 de dezembro e 25 de janeiro, no âmbito dos esforços do regime militar para iniciar uma transição política para ultrapassar o isolamento internacional.

O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), ligado aos militares, venceu as eleições e, agora, Haing tem mandato de cinco anos e um parlamento dominado pelos militares.

As eleições foram realizadas sem cerca de 40 partidos que foram proibidos após o golpe, incluindo a LND.

O partido da líder pró-democracia, Kyi, venceu as eleições de 2020, que foram depois anuladas pela junta militar, com alegações de fraude, apesar do apoio de observadores independentes.

RCP News

by Priscila Thomas