O presidente do senado italiano questionou as escolhas da Federação italiana e sugeriu o nome de um treinador estrangeiro para assumir o cargo de selecionador, da mesma forma que Ancelotti treina o Brasil.
Itália vai voltar a falhar um Campeonato do Mundo, pela terceira vez consecutiva, depois de ter sido eliminado pela Bósnia no playoff europeu de qualificação. Desde então, a tensão vai-se acumulando e disparam críticas de toda a parte.
Em virtude disso, já foram confirmadas as demissões de Gabriele Gravina (presidente da Federação), Gianluigi Buffon (chefe da delegação) e Gennaro Gattuso (selecionador).
Contudo, as críticas não parecem acalmar e há quem aponte o dedo às escolhas da Federação Italiana de Futebol, atribuindo culpa pelos consecutivos erros do organismo.
É o caso de Ignazio La Russa, o presidente do senado italiano, que se mostrou impressionado com a derrota diante da Bósnia.
“Como é que é possível não nos qualificarmos para o Mundial a jogar contra a Bósnia, país com três milhões de pessoas, após sofrermos com a Irlanda do Norte. Mesmo com uma equipa normal devíamos ter-nos qualificado. É incrível”, afirmou, em declarações ao Corriere dela Sera.
Apesar das críticas, o político fez questão de dizer que não exigia a demissão de Gattuso de forma imediata, até porque chegou a apoiar o técnico quando foi escolhido.
No entanto, La Russa não consegue esquecer as tomadas de decisão, que não considera terem sido aceitáveis.

“Como se pode deixar um jogador tão jovem como Espósito bater o primeiro penálti, que é o mais importante, quando ele nem sequer bate pênaltis na Inter? E qual a razão para Bastoni ter ficado fora da sua posição? Eu nem entendi o que o Bonucci estava a fazer em campo, acabando por ofuscar Gattuso”, apontou.
Logo de seguida, o presidente do senado de Itália propõe um nome para o cargo de selecionador italiano, questionado a razão para não ter sido equacionado.
“Porque é que o Brasil pode ter um grande técnico estrangeiro como o Carlo Ancelotti, mas nós não podemos ter um José Mourinho?”, questionou.
É de recordar que José Mourinho tem um passado de glória em Itália, tendo sido um dos treinadores mais marcantes do Inter nas últimas décadas. O treinador setubalense venceu cinco troféus italianos, bem como uma Liga dos Campeões na época de 2009/10.
Gattuso já não é mais selecionador italiano
Esta sexta-feira, foi oficializado o fim de ligação entre a seleção italiana e Gennaro Gattuso.
“A Federação Italiana de Futebol e Gennaro Ivan Gattuso resolveram consensualmente o contrato que ligava o treinador calabreso ao banco da seleção italiana de futebol. A FIGC agradece a Gattuso e a toda a sua equipa técnica pela seriedade, dedicação e paixão com que trabalharam nos últimos nove meses e deseja-lhes os maiores sucessos para o prosseguimento da carreira”, anunciou a Federação italiana numa nota oficial.
O técnico mostrou-se muito honrado por ter tido a possibilidade de treinar o seu país.
“Foi uma honra liderar a seleção nacional e fazê-lo com um grupo de jogadores que demonstraram empenho e dedicação à camisola. Mas o maior agradecimento vai para os adeptos, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar o seu amor e apoio à seleção nacional ao longo destes meses. Sempre com a Azzurri no meu coração”, referiu.
Note-se que Gattuso estava no cargo de selecionador italiano desde junho de 2025.
RCP News
by Priscila Thomas

