A Força Aérea veio novamente registar e mostrar o impacto da passagem das depressões Kristin e Leonardo em várias regiões do país, tendo divulgado imagens aéreas captadas pelo helicóptero AW119 Koala que mostram estradas submersas, campos alagados e edifícios danificados.
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Força Aérea volta a dar conta do impacto do mau tempo em várias regiões do país, muitas das quais têm sido assoladas por inundações, devido à passagem das depressões Kristin e Leonardo. O organismo divulgou, esta quinta-feira, imagens aéreas captadas pelo helicóptero AW119 Koala, que mostram estradas submersas, campos alagados e edifícios danificados.

“Os meios aéreos da Força Aérea continuam igualmente empenhados na monitorização de áreas críticas, afetadas pelas cheias e pela subida das águas, permitindo identificar populações e infraestruturas em risco. Em resposta à situação vivida no país, a Força Aérea conta atualmente com cerca de mil militares dedicados, oito meios aéreos empenhados e 53 satélites em utilização”, salientou a entidade, em comunicado.
A Força Aérea apontou que, pelas 13h00, um avião C-130H aterrou na Base Aérea N.º 6, no Montijo, “com 5,6 toneladas de bens para serem doados às comunidades afetadas pela depressão Kristin, recolhidas através do Aeródromo de Manobra N.º 3 (AM3), em Porto Santo”.
“A ação solidária, promovida pela Força Aérea e dinamizada pelas diversas unidades espalhadas pelo país, tem vindo a reunir bens doados por militares e comunidades locais. O apelo gerou uma forte adesão da população de Porto Santo que, através do AM3 ali sediado, reuniu bens alimentares, artigos de higiene pessoal, material elétrico, artigos diversos para o lar, telhas e tinta”, complementou.

De acordo com a mesma nota, foi mobilizado um avião C-130H para a recolha dos bens que, agora, juntar-se-ão “a outros recolhidos pelas restantes unidades da Força Aérea, sendo posteriormente transportados por via terrestre para entrega às comunidades previamente identificadas”.
A Força Aérea apontou também que planeia levar a cabo novos voos para a Madeira e para os Açores nos próximos dias, por forma a recolher mais bens.
“Ao longo do dia de hoje, diversas equipas militares da Força Aérea percorreram habitações nas imediações da Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, com o objetivo de avaliar as necessidades mais urgentes da população. Em paralelo, foi efetuado o transporte terrestre de 4.000 telhas doadas pela Cooperativa dos Olivicultores de Murça”, acrescentou.
O organismo especificou ainda que, desde o dia 28 de janeiro, cedeu 69 lonas para cobertura de habitações no distrito de Leiria, além de ter transportado, “por via terrestre, 35,8 toneladas de bens de primeira necessidade, como géneros alimentares e materiais de construção”, e mobilizou mais de 70 equipamentos, entre eles “geradores, motosserras, gruas, contentores, monta-cargas, tendas e máquinas pesadas”.

“A BA5 abriu ainda as suas portas à comunidade, proporcionando 369 banhos quentes e distribuindo 370 refeições”, disse.
Saliente-se que 12 pessoas morreram em Portugal desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram algumas centenas de feridos e desalojados.
A situação de calamidade em Portugal continental foi, inicialmente, decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro, abrangendo cerca de 60 municípios. Foi, depois, estendida até ao dia 8 de fevereiro, para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
A Força Aérea portuguesa tem estado no terreno a apoiar as populações afetadas em várias regiões do país após a passagem da depressão Kristin. Uma equipa realizou um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida.
A Força Aérea portuguesa tem estado no terreno a apoiar as populações afetadas em várias regiões do país após a passagem da depressão Kristin, tendo “duplicado o dispositivo de alerta”.
Nas imagens, é possível ver várias zonas completamente alagadas, com estradas submersas e a água muito perto de habitações.
“Uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida”, refere o comunicado enviado às redações esta quarta-feira.

Esta “missão conjunta permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afetadas por cheias e em situação de perigo, reforçando a capacidade de resposta integrada das Forças Armadas no apoio às autoridades civis e às populações”.

RCP NEWS
BY : JOAO CONCEICAO
