António José Seguro está esta quarta-feira em Penela, em mais um dia da sua primeira Presidência Aberta, dedicada aos locais atingidos pelo mau tempo em janeiro e fevereiro deste ano.
António José Seguro está, na manhã desta quarta-feira, 8 de abril, em Penela, em mais um dia da sua primeira Presidência Aberta, dedicada aos locais atingidos pelo mau tempo em janeiro e fevereiro deste ano.
Aos jornalistas, após falar com locais, empresários e autarcas, o Presidente da República deixou o “desejo que os procedimentos administrativos sejam comprimidos” para que as obras necessárias sejam feitas e as pessoas possam ter “a sua atividade económica normalizada”.
Seguro reiterou que a sua visita ao Centro do país e às zonas afetadas pelas tempestades do início do ano tem como objetivo “ajudar a encontrar soluções” e, “sobretudo, sensibilizar quem tem a responsabilidade de as cumprir para que a vida das pessoas possa voltar à normalidade”, algo que, revelou foi abordado na reunião semanal com o primeiro-ministro.
“A estrutura de missão tem aqui um papel que considero muito relevante, que tem a ver com a sensibilidade de quem está à frente, que é um ex-autarca, que tem uma sensibilidade para agilizar processos. Há uma urgência em resolver estas situações, para que as atividades das pessoas e das empresas volte ao normal”, atirou, dando o exemplo de uma empresa que precisa de uma estrada, que ainda está destruída para continuar a laborar e exportar os seus produtos.
“Ora isso é essencial para a economia e nestas regiões, empresas desta dimensão, representam um peso muito grande na economia da região, quer em termos de criação de riqueza, quer em termos de empregos e, portanto, temos de acelerar todos os procedimentos, prazos, para que as obras possam ser concretizadas”, realçou, a partir do IC3, que está cortado em Penela, devido a várias fissuras.
Seguro recordou que “o Governo já reconheceu que há atrasos nos apoios”, por isso, agora “é importante que todos nós possamos compreender o que é que aconteceu, o que é que já aconteceu e o que é que está a acontecer para que as soluções possam ser mais expeditas e também tirar elações para o futuro, porque é importante perceber que não há só um inverno e que a possibilidade de fenómenos como este voltarem a acontecer, infelizmente, poderão acontecer num tempo mais curto do que aquilo que nós desejaríamos”.
Por essa razão, esta manhã, o Chefe de Estado esteve a “trabalhar com representantes dos seguros em Portugal, para perceber como é que os apoios chegam às populações e podem chegar mais depressa”.

Antes de concluir a sua intervenção desta manhã, Seguro revelou que há, neste momento, “um inventário de cerca de mil milhões de apoios que têm de ser restituídos às famílias e só foi entregue cerca de um terço”.
“Portanto, a minha exigência é no sentido de comprimir prazos para, quer os privados, quer os públicos, possam receber ajuda”, sublinhou.
O terceiro dia da Presidência Aberta de António José Seguro será esta quarta-feira dedicado ao distrito de Coimbra, onde almoça com agricultores e visitará os diques.
Depois de Penela, onde visitou um Quartel de Bombeiros e o IC3, a comitiva de Seguro segue para Soure, com uma visita ao Lar da Associação Cultural Recreativa e Social de Samuel.
Ao almoço, o Presidente da República senta-se à mesa com agricultores numa quinta em Soure.
À tarde, Seguro vai visitar o Centro de Alto Rendimento em Montemor-o-Velho e um dique em Coimbra, que nas cheias de fevereiro acabou por rebentar, o que resultou no aluimento da autoestrada número 1 (A1), que esteve encerrada durante cerca de duas semanas.
RCP News
by Priscila Thomas

