Bebé de dois meses com bronquite é deportado pelo ICE após semanas detido em centro

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Um menino que adoeceu depois de ter passado três semanas num centro de detenção de migrantes, no Texas, foi deportado pelo ICE, juntamente com a mãe, depois de ter sido hospitalizado. O caso foi denunciado por um congressista norte-americano.

Um menino de dois meses que adoeceu com bronquite enquanto estava detido num centro de migrantes em Dilley, no sul do estado norte-americano do Texas, foi deportado, na terça-feira, juntamente com a mãe, após terem passado cerca de três semanas sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

O caso foi denunciado pelo congressista democrata Joaquin Castro nas redes sociais, onde contou que a criança estava a sofrer de problemas respiratórios graves e que tinha inclusivamente chegado a ficar inconsciente, tendo sido posteriormente hospitalizado.

Juan Nicolás foi deportado juntamente com a mãe, o pai e a irmã de 16 meses. Na publicação de terça-feira, Castro revelava que o menino tinha recebido “alta do hospital” e que a mãe tinha comparecido junto de um juiz de imigração nessa manhã: “Foi informada de que será deportada, mas não lhe disseram quando ou para onde”.

“A vida dele está em perigo devido à crueldade monstruosa do ICE”, continua. 

Numa atualização, o congressista explica também que Juan Nicolás foi “deportado juntamente com a irmã de 16 meses, a mãe e o pai”. “Foram abandonados do outro lado da fronteira no México”, atira.

Referiu também que segundo o advogado da família foram apenas “com o único dinheiro que tinham no cartão do centro de detenção – um total de 190 dólares”. “Deportar desnecessariamente um bebé doente e toda a sua família é um ato hediondo”, atira ainda.

O governo Biden encerrou o centro de detenção de famílias em 2021, mas a Administração Trump retomou a prática posteriormente, o que levou a um olhar mais atento sobre a capacidade da instalação de deter com segurança famílias com crianças pequenas e bebés.

O caso de Juan Nicolás não é a primeira vez que a CoreCivic, a empresa que administra o centro, é alvo de críticas pela falta de acesso dos detidos a cuidados médicos. Foi ainda registado um surto de sarampo.

RCP News

by Priscila Thomas