Os mais recentes bombardeamentos israelitas no Líbano provocaram “dezenas de mortos e centenas de feridos”, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.
Precisando que se tratava de um balanço preliminar, o ministério denunciou “uma escalada perigosa” da guerra no Líbano, afirmando que os ataques das Forças de Defesa de Israel foram os mais violentos desde o início da guerra no início de março.
Por seu lado, o exército israelita anunciou ter levado a cabo o seu “maior ataque coordenado” contra o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah desde o início do conflito.
Israel atacou várias zonas comerciais e residenciais no centro de Beirute sem aviso prévio, argumentando que o acordo de cessar-fogo alcançado na terça-feira à noite entre Washington e Teerão não se aplica à guerra contra o movimento xiita libanês.

Embora Telavive tenha afirmado que o acordo não se estende à sua luta contra o Hezbollah que começou em 02 de março, o Paquistão, na qualidade de país mediador do conflito no Médio Oriente, afirmou o contrário.
“O Estado do Líbano e os seus civis devem recusar o entrincheiramento do Hezbollah em zonas civis e o reforço das suas capacidades de armamento”, afirmou o exército israelita num comunicado.
As Forças Armadas israelitas afirmaram ainda ter atacado lançadores de mísseis, centros de comando e infraestruturas de inteligência, e acusaram o Hezbollah de utilizar civis como escudos humanos.
Antes da onda de novos ataques, um responsável do Hezbollah sob condição de anonimato disse à agência de notícias Associated Press (AP) que o grupo xiita estava a dar uma oportunidade aos mediadores para garantirem um cessar-fogo no Líbano, mas que não tinham anunciado uma adesão ao cessar-fogo, “uma vez que os israelitas não o estão a respeitar”.
O responsável do Hezbollah afirmou que o grupo não aceitará um regresso ao “status quo” anterior a 02 de março, quando Israel realizava ataques quase diários no Líbano, apesar de existir um cessar-fogo em vigor desde que a última guerra em grande escala entre Israel e o Hezbollah terminou em novembro de 2024.
“Não aceitaremos que os israelitas continuem a comportar-se como faziam antes desta guerra no que diz respeito aos ataques”, afirmou.
“Não queremos que esta fase continue”, continuou a mesma fonte.
O Hezbollah tinha disparado mísseis através da fronteira dias depois de os Estados Unidos e Israel terem atacado o Irão, desencadeando uma guerra regional.
Israel respondeu com bombardeamentos generalizados no Líbano e uma invasão terrestre no sul do país.
Os ataques aéreos israelitas mataram mais de 1.530 pessoas no Líbano, incluindo mais de 100 mulheres e 130 crianças desde 02 de março.
RCP News
by Priscila Thomas

