O Governo polaco anunciou hoje estar a trabalhar num projeto para criar as condições para uma base militar permanente dos Estados Unidos no país, um dos objetivos estratégicos de Varsóvia em matéria de defesa.
“Trata-se de criar as condições logísticas, financeiras, organizacionais e de acomodação necessárias. Ao contrário do que possa parecer, é um empreendimento organizacional e financeiro muito sério”, afirmou o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, citado pela agência de notícias PAP.
Tusk sublinhou que, caso a Polónia pretenda acolher uma instalação militar permanente norte-americana, deve começar desde já a preparar as infraestruturas e os meios necessários para esse objetivo.
“Se queremos realmente uma base permanente, devemos começar a preparar a Polónia para isso”, explicou o chefe de Governo polaco que elogiou ainda o trabalho desenvolvido pelo ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, na preparação de uma eventual decisão favorável de Washington.

Donald Tusk acrescentou que o objetivo é garantir que a Polónia esteja em condições de acolher a presença militar norte-americana sem que surjam dúvidas quanto à capacidade de receber a infraestrutura.
“Graças a isso, ninguém terá desculpa para dizer: ‘A Polónia não está preparada, por isso talvez deva estar outro país'”, afirmou Tusk.
No início deste mês, o Governo polaco anunciou ter apresentado formalmente aos Estados Unidos uma proposta para a criação de uma nova base militar permanente norte-americana em território polaco.
Kosiniak-Kamysz disse então ter transmitido a proposta ao secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, defendendo que a segurança da Polónia depende de “um Exército forte, uma sociedade forte e alianças fortes”.
A iniciativa surgiu num contexto de reorganização da presença militar norte-americana na Europa, depois da decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de destacar mais 5.000 militares para a Polónia, no âmbito do reposicionamento de tropas norte-americanas anteriormente estacionadas na Alemanha.
A Polónia, um dos principais aliados da NATO no flanco oriental da Europa, tem defendido nos últimos anos um reforço da presença militar dos Estados Unidos na região, argumentando que tal constitui um elemento central da dissuasão face à Rússia.
RCP News
by Priscila Thomas

