O presidente do Conselho Europeu pediu hoje ao Presidente do Irão um “espaço para a diplomacia” na guerra iniciada por Israel e Estados Unidos, que a União Europeia pode mediar, bem como o desbloqueio do Estreito de Ormuz.
“A situação atual no Médio Oriente é extremamente perigosa. Hoje, na minha conversa telefónica com o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, apelei ao alívio das tensões e à moderação, à proteção dos civis e das infraestruturas civis, bem como à necessidade de todas as partes respeitarem plenamente o direito internacional”, informou António Costa numa publicação na rede social X.
Além disso, “para atenuar a situação, exortei o Irão a pôr termo aos ataques inaceitáveis contra países da região e a empenhar-se de forma positiva na via diplomática, nomeadamente com as Nações Unidas, para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, adiantou o antigo primeiro-ministro português, que agora assegura a representação externa da União Europeia (UE) nas novas funções.
“Tem de haver espaço para a diplomacia. A UE está pronta a contribuir para todos os esforços diplomáticos destinados a reduzir as tensões e a encontrar uma solução duradoura para pôr fim às hostilidades, abordando simultaneamente as preocupações de segurança mais amplas suscitadas pelo Irão”, defendeu ainda António Costa.

O contacto surge quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.
Na mensagem, António Costa disse ainda que “a perda de vidas inocentes, incluindo na escola de Minab, é profundamente lamentável”.
RCP News
by Priscila Thomas

