Detidos os dois suspeitos da morte de GNR no rio Guadiana. Tentavam fugir para Espanha

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Dois suspeitos de terem abalroado no Algarve uma embarcação da Guarda Nacional Republicana (GNR) e provocado a morte a um militar da corporação foram detidos ao fim da tarde desta terça-feira. Os detidos, que tentavam fugir do país, foram entregues à Polícia Judiciária (PJ) para interrogatório.

ois suspeitos de terem abalroado no Algarve uma embarcação da Guarda Nacional Republicana (GNR) e provocado a morte a um militar da corporação foram detidos ao fim da tarde desta terça-feira.

O porta-voz da GNR avançou à Lusa que os dois suspeitos foram localizados e identificados pelos militares da Guarda na ponte internacional que atravessa o rio Guadiana, que depois os entregou à Polícia Judiciária para serem detidos.

Carlos Canatário afirmou que os dois suspeitos, de nacionalidade espanhola, estão referenciados por tráfico de droga e na viatura em que circulavam quando estavam a atravessar a ponte foram encontradas grandes quantidades de dinheiro.

A mesma fonte admitiu que possa haver mais suspeitos envolvidos no abalroamento, continuando o dispositivo com as diligências de controlo de pessoas e movimentos.

No âmbito das diligências que estão a ser feitas, os dois suspeitos foram abordados pelos militares da GNR quando seguiam numa viatura de matrícula espanhola em direção a Espanha na ponte internacional do Guadiana, disse o porta-voz da GNR, acrescentando que um dos detidos tinha um hematoma grande na cara.

O que aconteceu?

Recorde-se que um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) morreu e outros três ficaram feridos numa ação de patrulhamento no rio Guadiana, perto de Alcoutim, no Algarve, na noite de segunda-feira, avançou a SIC Notícias.

À Lusa, fonte da GNR confirmou que a embarcação foi abalroada por uma lancha rápida, presumivelmente relacionada com tráfico de droga. Um grupo de narcotraficantes está em fuga.

“Dadas as características da embarcação de alta velocidade, presume-se que esteja ligada ao tráfico de droga”, adiantou a fonte da GNR.

Após o embate, a lancha de alta velocidade foi encontrada a arder a duas milhas (quase quatro quilómetros) do local onde ocorreu o acidente no rio Guadiana, ao largo de Alcoutim, no distrito de Faro, tendo os ocupantes fugido, segundo a mesma fonte.

Tudo aconteceu quando a embarcação de alta velocidade foi detetada no rio Guadiana, tendo sido enviada uma patrulha do Controlo Costeiro de Olhão para averiguar. Quando tentaram abordar a lancha, foram abalroados.

O acidente, explicou, cujo alerta foi dado às 23h15, causou a morte a um militar da GNR e ferimentos ligeiros em outros três (um com uma fratura num braço e os outros com escoriações).

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